Juntos pela Palestina!
Juntos podemos vencer!
Cumpre-se esta semana três anos do inferno em que Israel transformou a Faixa de Gaza. 1100 dias de um indescritível sofrimento, de indizíveis crimes contra o povo palestiniano, contra a Humanidade. Crimes que, tendo assumido uma dimensão monstruosa, não são inéditos, constituindo mais uma página da História de décadas de colonização, agressão, massacres, expulsões e deslocações forçadas, destruições, saques e provocações de Israel contra o povo palestiniano, povo cujos direitos nacionais, desde logo o direito a edificar o seu Estado nas fronteiras e condições plasmadas em várias resoluções da ONU, é negado e posto em causa por sucessivas ondas de ocupação e guerra de Israel e por uma cada vez mais insuportável hipocrisia e cinismo dos seus apoiantes, desde logo os EUA e potências da NATO, vários dos quais continuam a financiar e a garantir armas ao crime de genocídio em curso.
Nestes dias, dirigentes e apoiantes do regime sionista, incluindo a chusma de “comentadores” e “jornalistas” ao seu serviço, não poupam esforços para absolutizar o discurso mediático nos ataques do dia 7 de Outubro de 2023, cujos contornos estão longe de estar totalmente esclarecidos. A palavra terrorismo é utilizada até à exaustão para se repetir quantas vezes for necessário que é Israel que está sob ataque e para vender a tese estafada de que Israel tinha de se defender.
Não se desvalorizando a perda de vidas civis nos ataques de 7 de Outubro e reafirmando a posição de sempre do PCP de crítica ao terrorismo nas suas diversas formas, a verdade é que foram os sucessivos governos israelitas que ao longo de décadas têm ordenado, preparado e levado a cabo actos de terrorismo de Estado que convergem no maior deles todos: a sucessiva ocupação e anexação dos territórios palestinianos, a tentativa de expulsão e eliminação da população palestiniana e a já confessada vontade de destruição da solução dos dois Estados que as resoluções da ONU preconizam.
Gaza é o doloroso símbolo contemporâneo desse tenebroso objectivo: 74 mil mortos em três anos, dos quais 21 mil crianças; 175 mil feridos, a maioria civis, mulheres e crianças; pelo menos 10 mil desaparecidos que se mantêm sob escombros; 77% das habitações destruídas ou fortemente danificadas (mais de 370 mil habitações), assim como 90% da rede eléctrica e 87% das estradas; dois milhões de pessoas, ou seja, a quase totalidade da população, a passar fome e sujeita a várias doenças contagiosas; 70% do território de Gaza já ocupado ou sob controlo militar de Israel. É este o cenário que um ano após o tão propalado “acordo de cessar-fogo” de Trump se mantém e se agrava. Não só na malograda Gaza, mas também na Cisjordânia, onde desde 2023 se realizaram 6200 ataques de colonos que resultaram em oito dezenas de mortos e milhares de feridos, onde se estão a expulsar palestinianos em dezenas de localidades, onde os desalojados já se contam aos milhares e onde o governo sionista pretende levar a cabo uma nova fase de colonização e divisão de território.
É este o brutal testemunho da barbárie e do racismo e ódio sionista, que vários procuram fazer esquecer ou ignorar. Da nossa parte nunca o permitiremos. Mais do que nunca a luta de resistência do povo palestiniano e a solidariedade com a sua luta é um acto de defesa da Humanidade. No próximo dia 10 sairemos mais uma vez à rua demonstrando que juntos podemos vencer!




