- Nº 2758 (2026/10/8)

Greves e manifestações fortalecem exigências justas

Em Foco


Os trabalhadores da Faurecia Sistemas de Escape (Grupo Forvia), em Bragança, fizeram greve de 24 horas, no dia 1, reivindicando aumentos salariais intercalares, pagamento do subsídio de transporte, inclusão do prémio de antiguidade no salário, efectiva negociação do Caderno Reivindicativo e fim das avaliações de desempenho, como informou o SITE Norte.
Ao final da manhã, realizou-se uma concentração, no exterior da fábrica, que contou com a participação do Secretário-Geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, e do coordenador da FIEQUIMETAL, Rogério Silva. Esteve também presente uma delegação da Organização Regional de Bragança do PCP, que expressou solidariedade com a luta e as justas reivindicações dos trabalhadores.

Também a coincidir com o dia do 56.º aniversário da formação da Intersindical, o Sindicato da Hotelaria do Sul realizou, em frente às principais unidades hoteleiras da Avenida da Liberdade, em Lisboa, uma acção de protesto. A iniciativa, com faixas, amplificação sonora e distribuição de um comunicado aos trabalhadores e de uma tarjeta aos clientes, fez parte do «mês de acção, mobilização e luta» da CGTP-IN e da campanha nacional que está a ser desenvolvida pela Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT/CGTP-IN), sob o lema «Lucros excessivos, baixos salários: contratação colectiva já!».
Apesar de anos sucessivos de recordes de receitas e lucros das empresas, os trabalhadores do sector continuam entre os que, em média, auferem salários mais baixos em Portugal, protestou o sindicato.

Anteontem, dia 6, trabalhadores do Município de Sintra (Câmara e SMAS) reuniram-se em plenário, de manhã, no exterior dos Paços do Concelho, em protesto contra o incumprimento de compromissos assumidos pela presidência do executivo, que interrompeu desde Junho as reuniões bimestrais com o STAL/CGTP-IN. Foi aprovada uma resolução, reiterando as reivindicações dos trabalhadores, relativas ao Suplemento de Penosidade e Insalubridade, à opção gestionária, à negociação para revisão do ACEP (acordo colectivo) e ao fardamento de Verão e de Inverno.

Na Makro, em Matosinhos, houve greve na terça-feira, dia 6, e uma concentração no exterior da loja. Como informou o CESP/CGTP-IN, a direcção do estabelecimento comunicou que o serviço de entregas (FSD Delivery) vai passar para outra empresa do Grupo Metro (dono da Makro), mas recusou-se a esclarecer se os actuais postos de trabalho estão assegurados.

A greve dos tripulantes de cabine da EasyJet, nos dias 2 a 6 de Outubro, teve adesão total e levou ao cancelamento de centenas de voos, devendo os seus efeitos fazer-se sentir até amanhã, dia 9, segundo o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. Ricardo Penarroias, citado na segunda-feira pela agência Lusa, denunciou o recurso ilegal a tripulantes de bases da companhia noutros países. Das reivindicações, o sindicato destacou uma melhoria salarial compatível com o praticado noutras bases, a introdução de escalões de senioridade (progressão salarial) e estabilidade na organização das escalas de serviço.

Anteontem, dia 6, a greve na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) teve uma adesão de cerca de 50 por cento e provocou interrupção e outras perturbações no atendimento ao público em várias delegações. A presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, Manuela Niza Ribeiro, denunciou à Lusa o clima intimidatório imposto na AIMA, condicionando o exercício de direitos. Das reivindicações, o sindicato destacou a criação de carreira própria para os técnicos de migração, um suplemento equivalente ao da GNR e da PSP, o fim da precariedade dos mediadores culturais e limites à transferência de tarefas permanentes da agência para os Centros Locais.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) prossegue hoje, em Lisboa (17h30, do MAI para a Praça do Município), a série de protestos iniciada a 28 de Setembro, no Porto, e convocada para sete cidades. Na primeira manifestação, entre o Comando Metropolitano e a Câmara Municipal, os polícias contaram com a participação solidária de uma delegação da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR). Pré-aposentação, remunerações, revisão dos suplementos, falta de condições de trabalho e incumprimento pelo Governo do acordo de 2024 são os principais motivos das acções convocadas pela ASPP/PSP.