- Nº 2755 (2026/09/17)
Face ao enorme sucesso político da Festa do Avante!, importa continuar a projectar a sua força. Aproveitando potencialidades da Festa do Avante! para a tarefa central de reforço do Partido, coloca-se às organizações a necessidade de avançar em aspectos como o do recrutamento organizado, do reforço da capacidade de direcção dos organismos, de aumento da estruturação das organizações e de responsabilização de quadros, sempre alicerçadas numa linha de tomada de iniciativa e trabalho de massas.
Os problemas dos trabalhadores e do povo agravam-se. Aumenta o custo de vida e aumenta a pressão sobre os preços dos combustíveis e dos alimentos. As dificuldades na habitação agravam-se com o impacto do aumento das taxas de juro decidido pelo Banco Central Europeu. Num intenso combate político e ideológico, procura-se dissociar os impactos dos lucros dos grupos económicos e da aposta na guerra do aumento do custo de vida. O Governo PSD/CDS, com apoio do CH e IL e conivência do PS, responde com contenção salarial, de investimento e da despesa pública e com medidas pontuais. O suplemento extraordinário para reformados e pensionistas, anunciado pelo Governo, é insuficiente, assume um carácter assistencialista e esconde a sua recusa de assumir um aumento real das reformas. O Governo anunciou mais uma descida do IRS até ao 6.º escalão, que para além de um impacto insignificante, mais uma vez não responde ao problema estrutural dos baixos salários.
Neste contexto foi discutida uma moção de censura apresentada pelo Chega, cujo texto e intervenções passaram ao lado dos problemas que assolam a vida dos portugueses. A “troca de galhardetes” mediática entre PSD/CDS, CH, IL e PS, não conseguiu, nem consegue esconder a sua ampla convergência no fundamental e sobretudo em garantir que não se beliscam os lucros do capital. É por isso que temos vindo a assistir à tentativa de montar uma ficção em se procura promover uma tripolarização entre PSD/CDS, CH e PS, procurando evitar a transposição do descontentamento para alternativas consequentes.
No plano da luta a CGTP-IN decidiu levar por diante uma acção de 17 de Setembro a 17 de Outubro, em torno das questões dos direitos, dos salários, do aumento do custo de vida, da Segurança Social, da SNS e realizar uma manifestação nacional a 17 de Outubro em Lisboa, Porto e Coimbra. Estão também agendadas a acção convergente dos investigadores, a acção do MURPI junto à Assembleia da República a 25 de Setembro, a greve dos trabalhadores das carreiras gerais da Função Pública e manifestação a 2 de Outubro, a manifestação dos professores a 5 de Outubro, a sessão pública da CGTP-IN sobre Segurança Social a 7 de Outubro e a acção da Inter-Reformados da CGTP-IN a 8 de Outubro.
Hoje, no arranque da campanha nacional do PCP, as organizações do Partido vão promover acções de rua sob o lema “Romper com injustiças. Novo rumo, uma vida melhor”. Trata-se agora de continuar a dar corpo a esta campanha do PCP e potenciar a luta e elementos de afirmação e visibilidade do Partido, multiplicando acções de distribuição, contacto, esclarecimento e denúncia por todo o País.