Festa da solidariedade
Do lado dos povos que resistem ao imperialismo
A solidariedade internacional marcou sempre as 50 edições da Festa do Avante!, reflectindo a natureza internacionalista do PCP. Assim foi de novo na enorme Festa de 2026, onde teve natural destaque a solidariedade com Cuba, sujeita a um brutal agravamento do já de si brutal bloqueio que o imperialismo dos EUA impõe desde há quase sete décadas. Cuba é sujeita ao bloqueio porque os EUA nunca se conformaram com a “perda” da sua neocolónia. Nunca toleraram o exemplo dum país pequeno e sem grandes recursos económicos que, libertando-se da pilhagem do imperialismo e das suas velhas classes dirigentes mafiosas, passou a destinar os seus parcos recursos ao bem-estar do povo. Cuba socialista alcançou ao longo das suas sete décadas de Revolução vitórias enormes e internacionalmente reconhecidas no campo da saúde, do ensino, do bem-estar do seu povo. Deu ao mundo exemplos repetidos duma solidariedade real e desinteressada, enviando os seus médicos e professores para países onde escasseavam (incluindo países europeus no tempo da Covid). E isto é intolerável para o imperialismo. Assim como querem dobrar pela fome o povo mártir da Palestina, querem também dobrar o povo cubano para castigar a rebeldia e soberania dos cubanos e da sua heróica Revolução.
Mas a Festa do Avante! de 2026 foi solidária com a luta de todos os povos que enfrentam a ofensiva imperialista, nomeadamente com o povo mártir da Palestina, com o povo libanês, com o povo iraniano e outros povos do Médio Oriente que estão na primeira linha dos ataques da dupla genocida EUA-Israel, com o povo sarauí, com os povos da América Latina hoje sujeitos a uma brutal ofensiva de Trump e das oligarquias enfeudadas ao imperialismo dos EUA.
Esta dimensão de solidariedade irrita profundamente os serventuários das classes dominantes, tal como lhes irrita a própria existência da nossa Festa do Avante!. Todos os anos se repetem as campanhas contra a Festa, sejam quais forem os pretextos. Este ano o pretexto foram acusações de convites a organizações “terroristas”. Quem lança estas campanhas não inclui o genocida Netanyahu na sua lista de terroristas. No dia 1 de Março deste ano, dia seguinte ao bárbaro ataque dos EUA-Israel contra o Irão iniciado com o massacre de 168 pessoas na escola primária de Minab, na sua grande maioria crianças, o Secretário-Geral da NATO Mark Rutte foi à televisão norte-americana Fox News declarar o apoio incondicional da NATO à ilegal, traiçoeira e assassina agressão. Não chamou terrorista a Donald Trump. Chamou-lhe «o líder do mundo livre». Em Junho de 2025, após a primeira agressão de Israel contra o Irão, que provocou milhares de mortos civis, o PM alemão Merz não chamou terrorista ao regime de Israel. Pelo contrário, declarou à TV alemã ZDF o seu «grande respeito» pela «coragem» de Israel e acrescentou: «Israel está a fazer o trabalho sujo por nós.» Quem lança esta campanha contra a Festa são os herdeiros daqueles que chamavam “terroristas” aos movimentos de libertação das ex-colónias portuguesas e de outras potências coloniais europeias, ou ao ANC e Nelson Mandela. O mundo deles está virado às avessas: o terrorismo de Estado e os genocídios das potências imperialistas são “defesa do mundo livre”, e quem se lhes opõe é “terrorista”. É mesmo um “trabalho sujo”. O PCP está onde sempre esteve, de cara lavada e com orgulho: do lado dos povos que resistem e lutam contra o imperialismo.




