- Nº 2753 (2026/09/3)
A situação económica e social continua marcada pelo contraste entre a acumulação de lucros pelos grupos económicos e os problemas que atingem os trabalhadores e o povo, com destaque para o aumento do custo de vida, as dificuldades no acesso à habitação, à saúde e à educação.
A declaração do primeiro-ministro, com destaque para questões sobre educação, serviu como exercício de desresponsabilização do Governo nessa matéria, passando ao lado dos problemas económicos e sociais que persistem, em particular com o «custo de vida que não pára de aumentar e com uma Acção Social Escolar que responde de forma insuficiente», tal como denunciado na tomada de posição do Partido.
Prossegue a operação de assalto à Segurança Social. A participação do responsável pelo estudo encomendado pelo Governo em iniciativas promovidas pelas seguradoras e o posicionamento das confederações patronais apelando à concretização das medidas propostas no sentido da privatização da Segurança Social, confirmam a natureza e dimensão da operação e colocam como essencial a luta em defesa do sistema público, universal e solidário da Segurança Social como solução para garantia dos direitos dos trabalhadores.
A operação de propaganda em torno de uma alegada execução do PRR a 100%, falseia a realidade, procura disfarçar a quebra do investimento público ao longo de décadas e ocultar a canalização de verbas para os grupos económicos.
Assistimos também esta semana a mais um exercício de oportunismo político do Chega, procurando ocultar a sua convergência com o Governo e o seu apoio ao fundamental das suas políticas. Tem sido evidente a convergência com o Governo por parte de CH e IL e do próprio PS, com consequências muito negativas para os trabalhadores e para o povo.
Estamos a horas da abertura das portas da 50.ª edição da Festa do Avante!, culminando meses de preparação, construção e divulgação. Uma Festa com características e identidade próprias que é realizada e organizada pelo PCP, que tem o nome do seu órgão central, mas cuja capacidade de atracção e agregação vai muito para lá das fronteiras partidárias. Uma Festa que alia características populares com conteúdo político de classe, que junta conteúdos regionais a uma participação que atravessa gerações, que valoriza a cultura, a liberdade e a solidariedade, não encaixa nas cogitações de alguns e por isso é alvo de ataques. A resposta é dada todos os anos com a participação na Festa e a adesão às muitas iniciativas de solidariedade internacionalista que sempre se realizam. De facto, não há Festa como esta!
Importa aproveitar a grandiosa Festa do Avante! para prosseguir o trabalho de reforço do Partido, em particular na responsabilização de quadros, aproveitando o trabalho necessário para assegurar a construção e funcionamento da Festa. É necessário ainda programar desde já a marcação de reuniões dos organismos do Partido e preparar uma resposta à política de direita que terá que ser de tomada de iniciativa, de esclarecimento, de mobilização e de luta.