- Nº 2752 (2026/08/27)Novas medidas coercivas dos EUA contra Cuba obstaculizam o transporte de contentores com alimentos, medicamentos e dispositivos médicos. Uma das entidades sancionadas pelos EUA é o Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Há que reforçar a solidariedade com Cuba!
Ao comentar as mais recentes sanções dos EUA contra o povo cubano, o Presidente Miguel Díaz-Canel denunciou que «os verdugos parecem ter escolhido as quintas-feiras para fazer públicas as suas listas negras com nomes de pessoas e instituições cujo único delito é servir Cuba, enfrentando o bloqueio genocida», afirmando que Cuba e o seu povo saberão resistir e vencer e que os EUA é que ficarão na vergonhosa lista de genocidas.
O Departamento de Estado norte-americano anunciou, no dia 20, sanções contra três funcionários do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), designadamente o seu presidente, Fernando González, um dos cinco heróis cubanos que estiveram presos nos EUA por defenderem a sua pátria do terrorismo, a vice-presidente, Noemí Rabaza, e a directora para a América do Norte, Leima Martínez.
Ainda como parte da escalada de agressão e máxima pressão do governo de Donald Trump contra Cuba, o Gabinete de Controlo de Activos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA juntou à sua lista mais nove empresas e entidades cubanas. Para tentar sustentar a nova vaga de sanções, as autoridades norte-americanas acenam com o calunioso e primário relatório do Departamento de Estado de 20 de Julho passado, intitulado “Cuba: A capital do comunismo do século XXI”, que foi claramente desmontado e rejeitado pelo Governo cubano.
Todas as entidades (responsáveis, organismos estatais e empresas) foram sancionadas através de uma ordem executiva do Presidente Donald Trump.
«Fracassada obsessão» de Marco Rubio contra Cuba
O ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, denunciou que Marco Rubio continua a castigar empresas cubanas com o propósito deliberado de afectar a economia e impedir que o Governo cubano garanta os serviços básicos à população que já se encontra numa situação crítica, fruto do bloqueio.
O responsável cubano sublinhou que, em particular, as novas sanções obstaculizam o transporte de contentores com alimentos, medicamentos e dispositivos médicos, na sua maioria adquiridos por pequenas e médias empresas privadas cubanas.
Bruno Rodríguez salientou que, na fracassada obsessão do secretário de Estado norte-americano contra Cuba, as medidas atingem agora dirigentes e funcionários do ICAP, «instituição que durante mais de seis décadas promoveu a amizade, a solidariedade internacional, a justiça e a paz».
Ano escolar arranca em Cuba
O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, valorizou os enormes esforços para que o novo ano escolar arranque a 1 de Setembro, apesar do bloqueio genocida contra Cuba. O chefe do Estado cubano informou que acompanha os preparativos para o ano escolar. Miguel Díaz-Canel, também primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, agradeceu a professores, dirigentes, famílias e todas as instituições envolvidas nessa tarefa. «Não nos renderemos», afirmou.
O Ministério da Educação cubano informou que o início do ano lectivo de 2026-2027 será a 1 de Setembro e sublinhou que o ensino público constitui um direito constitucional e uma responsabilidade partilhada entre o Estado, as famílias e a comunidade.