Centenário de Fidel Castro em todo o mundo
As comemorações do centenário do nascimento de Fidel Castro, líder histórico da Revolução cubana, tiveram expressão não apenas em Cuba, mas um pouco por todo o mundo.
O legado de Fidel Castro foi valorizado um pouco por todo o mundo
Na última edição do Avante!, publicámos integralmente a intervenção do Secretário-Geral do PCP, Paulo Raimundo, no I Colóquio Internacional “Fidel, legado e futuro”, realizado em Havana entre 10 e 13 de Agosto. Para além do dirigente comunista português, intervieram nessa ocasião representantes de muitos partidos comunistas, revolucionários e progressistas e organizações de solidariedade de vários países.
O colóquio foi aberto por Miguel Diaz-Canel, Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República, que agradeceu às largas centenas de participantes o esforço de ali estarem, «desafiando distâncias, campanhas de desinformação e, em muitos casos, a pressão dos seus próprios governos. A vossa presença em Cuba é um acto de coragem e coerência, porque vir hoje a Cuba, perante a intensificação do bloqueio e da hostilidade imperialista, é um gesto de solidariedade militante que honra o legado de Fidel». Sobre esse mesmo legado, lembrou os três princípios irrenunciáveis para o Comandante: «a independência do país; a Revolução; os valores e as conquistas do socialismo.»
Paralelamente ao Colóquio Internacional tiveram lugar outras iniciativas: um fórum parlamentar, debates com jovens, espectáculos, exposições de fotografia, a publicação das Obras Escolhidas de Fidel Castro em 23 tomos, a Tribuna Anti-imperialista “A Solidariedade não se bloqueia” e, no dia 13, um acto cultural em que esteve presente, ao lado do Presidente da República, do Primeiro-Ministro e de outros dirigentes, o General Raul Castro.
Expressão internacional
O Centenário de Fidel Castro não foi celebrado apenas em Cuba: na Nicarágua, um monumento de mais de 20 metros evoca o dirigente revolucionário na capital, Manágua; no Vietname foi editada uma publicação lembrando as relações entre Fidel Castro e Ho Chi Minh; na Rússia, realizou-se uma concentração junto ao monumento que, em Moscovo, evoca o dirigente revolucionário cubano – entre muitas outras expressões provenientes um pouco de todo o mundo.
Por cá, a Associação de Amizade Portugal-Cuba emitiu um comunicado onde considera o pensamento de Fidel «uma poderosa fonte de energia e esperança que tem guiado os destinos de Cuba, não por seguidismo, mas porque os resultados obtidos pela Revolução são reconhecidos e, cada vez mais, incomodam o imperialismo». Sob a visão de Fidel, acrescenta, «Cuba defendeu, e defende hoje, um país que construiu e continua a construir uma sociedade cada vez mais justa e igualitária; um país soberano e independente, dono de um património humano, técnico, cultural, científico e social únicos no mundo».
Por seu lado, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), destacou no mesmo dia que «a Revolução Cubana continua a ser um exemplo inspirador e fonte de esperança, não só para os povos da América Latina e Caraíbas mas também para todos aqueles que aspiram à paz, progresso social e justiça e o legado de Fidel Castro que, ao longo da sua vida foi um abnegado lutador pela Paz, a soberania, a democracia, a liberdade, o progresso social», pelo desarmamento nuclear, a justiça, a cultura, a amizade e cooperação entre os povos, pela causa libertadora dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo, permanecerá para sempre na memória de todos os amantes do progresso, justiça social e paz.
No âmbito da Jornada Nacional de Construção da Festa do Avante!, a JCP promoveu uma acção de solidariedade com Cuba e comemoração do centenário (ver páginas 4 e 5).




