1961 – Criada a Frente Sandinista de Libertação Nacional

Inspirada na acção anti-imperialista de Augusto César Sandino, que na década de 30 do século XX combateu a presença militar norte-americana na Nicarágua, foi criada em 1961 a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN). Reunindo operários, camponeses, intelectuais e estudantes de diferentes tendências políticas de esquerda – incluindo comunistas e católicos progressistas –, a FSLN destacou-se no combate à ditadura da família Somoza, apoiada pelos EUA, e nem a morte em combate do seu fundador e principal dirigente, Carlos Fonseca, impediu a vitória em Julho de 1979.

Uma vez no poder, a Frente Sandinista transformou profundamente a Nicarágua, alcançando importantes conquistas económicas e sociais. Em 1981, os EUA promovem a criação dos chamados “Contras”, destinado a combater a FSLN. Após quase uma década de guerra e ingerência, os nicaraguenses dão a vitória à dirigente oposicionista Violeta Chamorro, oriunda de famílias abastadas e com ligações aos EUA. Arredada do poder, a FSLN manteve forte influência no país e nas eleições de 2006 o antigo presidente sandinista Daniel Ortega foi novamente eleito – e posteriormente reeleito. A FSLN mantém-se no poder, resistindo a múltiplas ofensivas, ingerências e investidas do imperialismo.