Palestinianos na Cisjordânia resistem à barbárie das forças de ocupação
As forças de ocupação israelitas desataram uma nova onda de violenta repressão com repetidos ataques e detenções em regiões da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. As incursões armadas incluem a demolição de habitações de famílias palestinianas, a utilização indiscriminada de veículos blindados e a instalação de severos controlos militares nos acessos às comunidades locais.
As operações militares estenderam-se às cidades de Ramala, Nablus, Jenin, Hebron, Belém e Tulkarém, provocando a prisão arbitrária de numerosos cidadãos e ex-prisioneiros. Durante os atropelos cometidos pelas unidades militares, foram reportados roubos de pertences familiares e a destruição sistemática de bens comunitários, intensificando-se as restrições sobre a livre mobilidade da população.
Relatórios apresentados pela Comissão de Resistência ao Muro e aos Colonatos revelam um alarmante incremento de agressões durante o primeiro semestre de 2026. A documentação expõe a queima e o corte de árvores produtivas, a confiscação ilegítima de terras agrícolas e o assédio constante perpetrado por colonos armados protegidos por tropas israelitas.
Além disso, o regime sionista avançou com a instalação de dezenas de postos avançados coloniais distribuídos estrategicamente em Hebron, Ramalá, Nablus e Belém. Esta política expansionista procura consolidar a anexação de facto do território ancestral palestiniano mediante a fragmentação geográfica e a demolição da infra-estrutura básica dos bairros populares.
Organizações internacionais de direitos humanos reiteraram a sua condenação perante a impunidade com que opera a maquinaria bélica israelita respaldada pelas potências ocidentais. Movimentos de solidariedade internacional exigem o cessar imediato dos crimes de guerra, o desmantelamento dos assentamentos ilegais e a restituição plena do direito à autodeterminação nacional do povo palestiniano.
A resistência popular nas aldeias e campos de refugiados mantém-se firme face à violência institucionalizada e ao desapossamento territorial. As comunidades agredidas reafirmaram o seu compromisso de permanecer nas suas terras ancestrais para defender a soberania, a dignidade histórica e o fim da ocupação colonial em toda a geografia palestiniana.
Mais colonatos ilegais
O governo de Israel autorizou a instalação de 104 novos assentamentos de colonos na Cisjordânia ocupada para consolidar o seu controlo territorial e impedir a criação de um Estado palestiniano. A medida viola o direito internacional e é posta em prática no quadro de um processo de deslocamento forçado, roubo de terras, violência e limpeza étnica contra a população residente.
A construção massiva de colonatos procura impedir qualquer solução de dois Estados, pois Israel reforça assim a sua presença em áreas que a comunidade internacional reconhece como território palestiniano ocupado.
Segundo dados da organização israelita Peace Now, actualmente existem 141 colonatos e 360 postos avançados na Cisjordânia, além de 15 colonatos em Jerusalém Oriental, com uma população de 750 mil colonos israelitas.




