- Nº 2747 (2026/07/23)

Concerto solidário com o povo guineense e com Domingos Simões Pereira no dia 26

Internacional

A organização do PAIGC na diáspora realiza, no próximo domingo, 26, em Lisboa, um concerto solidário com o povo guineense e com Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, que se encontra preso em Bissau por ordem dos militares golpistas que usurparam o poder.

«A música é a nossa arma, a solidariedade é a nossa força», afirmam os organizadores, que exigem a liberdade para Domingos Simões Pereira e todos os presos políticos na Guiné-Bissau. Vários artistas participam nesta jornada de cultura, resistência e esperança.

Da Guiné-Bissau participarão Karina Gomes, Maio Copé, Guto Pires e Demba Baldé. Do Brasil participará Udi Fagundes. E de Cabo Verde actuará MJ Soul Djah.

O concerto realiza-se na Voz do Operário, em Lisboa, entre as 14h00 e as 20h00.

Exigida libertação do líder do PAIGC

Os combatentes e veteranos da luta de libertação nacional na Guiné-Bissau manifestaram a sua profunda preocupação e o repúdio pela situação no país, onde militares levaram a cabo um golpe de Estado para impedir a divulgação dos resultados das eleições de Novembro de 2025, ganhas pela candidatura de Fernando Dias da Costa e pela coligação PAI Terra Ranka, apoiadas pelo PAIGC.

Os Combatentes da Liberdade da Pátria guineenses repudiam veementemente a prisão pelos militares de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, e exigem a sua libertação imediata e incondicional.

Os combatentes e veteranos da luta de libertação nacional na Guiné-Bissau salientam que a democracia, a justiça, o respeito pelos direitos humanos e a liberdade dos cidadãos devem prevalecer. E, nesse sentido, apelam à intervenção urgente de organismos internacionais como a CEDEAO, a CPLP, a União Africana ou as Nações Unidas.

Entretanto, o denominado “Conselho Nacional de Transição”, órgão criado pelos militares golpistas no poder na Guiné-Bissau, anunciou o congelamento das relações políticas com Cabo Verde, acusando o país irmão de ingerência na Guiné-Bissau, porque o governo cabo-verdiano pediu a libertação do líder do PAIGC e disponibilizou-se para contribuir para uma solução política para a situação criada com o golpe de Estado.

FDIM apoia mulheres guineenses

A Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), respondendo ao apelo do Conselho das Mulheres Guineenses (CMG), apelou à libertação imediata e incondicional do líder do PAIGC e ao restabelecimento da ordem constitucional e do normal funcionamento das instituições democráticas, em conformidade com a Constituição guineense.