O QUE SE EXIGE É A RUPTURA E UM OUTRO RUMO

“Neste período, prosseguem a luta e as acções de massas”

A situação política e social do nosso país continua marcada pela derrota do pacote laboral, pelo aumento do custo de vida, pela agudização dos problemas no Serviço Nacional de Saúde, pelo caos na classificação dos exames nacionais, consequência da desestruturação dos serviços do Ministério da Educação, e pelos problemas e casos que envolvem vários ministérios.

A sucessão de casos envolvendo governantes é expressão da política do Governo e não da intervenção particular deste ou daquele ministro. As dificuldades e progressivo isolamento do Governo são indissociáveis do carácter antipopular da sua política e do impacto da luta dos trabalhadores e das populações. Mais do que remodelações ou responsabilização individual deste ou daquele governante, o que se exige é a ruptura com a política de direita e um outro rumo para o País.

A intervenção do primeiro-ministro no debate do Estado da Nação ilustra o que tem sido a actuação deste Governo: passa ao lado dos problemas do País, foge a responsabilidades e insiste na propaganda para prosseguir o favorecimento da abertura de áreas de negócio aos grandes grupos económicos.

Como disse o Secretário-Geral do PCP no debate sobre o estado da nação, «desmantelar, despejar, precarizar, atacar a maioria e servir uma minoria, é essa a política do Governo apoiada pelo Chega e IL e a quem o PS teima em dar a mão, e que tem e terá da parte do PCP o máximo combate. Cada dia da vossa política é um passo atrás na vida dos trabalhadores, da juventude, dos pequenos empresários e agricultores, dos reformados».

O Partido interveio decisivamente na situação dos exames nacionais – foi a iniciativa do PCP que obrigou o ministro a ir à Assembleia da República prestar esclarecimentos. O PCP continuará a intervir para valorizar a capacidade e o esforço dos professores e outros trabalhadores da Educação, prosseguir a denúncia das consequências do desmantelamento do Ministério da Educação e da precipitação do processo de digitalização sem as condições adequadas. É preciso continuar a exigir medidas imediatas que garantam o princípio de igualdade entre estudantes, minimizando as consequências para a vida de milhares de estudantes, professores e famílias e também para a credibilidade das classificações.

Neste período, prosseguem a luta e as acções de massas. O primeiro-ministro e o ministro da Educação, Ciência e Inovação foram recebidos por investigadores e trabalhadores científicos em luta, no passado dia 15 de Julho. Os viticultores na Régua reuniram-se em plenário e decidiram uma acção para 5 de Agosto. Vão realizar-se esta semana várias acções em torno do direito à habitação, com destaque para a iniciativa em frente da sede do Conselho de Ministros no dia 23. Terá ainda lugar o acampamento pela Paz, em Sines, de 24 a 26 de Julho.

O Partido realizou várias iniciativas com a participação do Secretário-Geral. Paulo Raimundo contactou com trabalhadores da Navigator em Setúbal e participou nos convívios de Verão em Cuba e Braga.

Importa prosseguir com as medidas de reforço do Partido no âmbito da Resolução “Um PCP mais forte. É preciso! É possível!” e com o trabalho de preparação da Festa do Avante!. A principal prioridade é a divulgação da Festa e a venda da EP, o que exige, entre outras questões, medidas adequadas de programação de acções de divulgação de rua e abertura dos Centros de Trabalho, assim como rigor no controlo semanal da venda da EP. É ainda necessário dar atenção ao trabalho de construção da Festa, ao preenchimento dos turnos de funcionamento e à mobilização das organizações para o Comício da Festa.