- Nº 2746 (2026/07/16)

PCP e FENPROF reúnem

PCP

Os exames nacionais foram a principal questão discutida entre o PCP e a FENPROF numa reunião que se realizou anteontem, dia 14, em Lisboa. No final do encontro, em declarações à imprensa, Paulo Raimundo dirigiu severas críticas ao Executivo e, em particular, ao ministro da Educação pela forma como conduziu o processo de correcção dos exames que considera estar «completamente comprometido». O processo «começou mal, continuou mal e, a esta hora, continua mal», salientou, questionando de que maneira o Governo garantirá que os estudantes e as suas famílias não serão prejudicados.

O Secretário-Geral alertou que a publicação dos resultados, por si só, não significa que se devolva confiança a este processo. «Acontecerá o inevitável: milhares e milhares de estudantes, mais do que o normal, pedirão a reavaliação das provas porque não confiam neste processo. Naturalmente, têm razões para não confiarem», afirmou.

«Não foi por acaso que o PCP procurou, há oito dias, que o ministro fosse à Comissão de Educação, de forma urgente, dar explicações. Não tanto pelo andamento deste problema, mas sim pela trapalhada que foi o desmantelamento do Ministério da Educação», esclareceu.

Entretanto, está agendado para dia 17, um debate de urgência potestativo, na Assembleia da República, convocado pelo PCP (ver página 6).

A FENPROF também apontou o desmantelamento do Ministério da Educação como explicação para este processo desastroso. «Foi um processo mal concebido, que foi um erro e resulta do desmantelamento da administração educativa, em que foram dispensados milhares de trabalhadores, substituídos por plataformas e algoritmos. O resultado está à vista», salientou Francisco Gonçalves em nome da Federação.