CDU em Vila Pouca de Aguiar faz roteiro em defesa do ambiente
É com preocupação que a CDU encara a poluição dos recursos hídricos no rio Corgo, onde ouviu testemunhos de quem vive nas suas margens, e a quem manifestou solidariedade na exigência de resolução do problema e de requalificação da ETAR junto à aldeia de Tourencinho.
Esta foi uma situação apurada na visita realizada dia 11 por uma delegação da CDU a Vila Pouca de Aguiar, integrada no que designa por Roteiro pela Defesa do Ambiente.
Contando com a participação de José Luís Ferreira, da Comissão Executiva do PEV, e de Fátima Bento, do CC do PCP, a delegação constatou, por outro lado, que «pouco se avançou, não obstante os anúncios por parte do Governo, para garantir o restauro ecológico, a redução de factores de risco em matéria de contaminação e a própria segurança das populações».
Exemplo disso são as Minas de Jales, a maior exploração de ouro e prata a laborar no século XX em Portugal, encerradas em 1992, que deixaram uma herança de «níveis preocupantes de poluição devido aos metais pesados nas escombreiras».
«A CDU vai acompanhar as intervenções orçamentadas, exigir que se concretizem, nas antigas áreas
mineiras de Jales, ainda sem data para o seu início, que prevêem medidas de reabilitação hidrológico-ambiental orientadas para a eliminação e isolamento de matéria contaminante e contaminada, e ainda a separação das águas de boa qualidade das águas ácidas e poluídas», esclarece a coligação PCP-PEV em comunicado onde faz um balanço da visita.
Da qual há a destacar, ainda, os contactos em Capeludos de Aguiar e Bragado, onde a população se opõe, pelos seus impactos negativos, ao projecto Adagoi que prevê a exploração de feldspato e lítio.
Este Roteiro em Defesa do Ambiente ficou marcado ainda pela apresentação de uma Carta Aberta do PEV à ministra do Ambiente e da Energia, onde se denunciam os vários projectos no âmbito da transição energética para a região de Trás-os-Montes, vistos pela população como prejudiciais para a economia local, a agricultura e o património natural e paisagístico.
Por último, na Estação Ferroviária de Vila Pouca de Aguiar, onde a visita terminou, foi lembrado, simbolicamente, que a Linha do Corgo não acaba em Vila Real, e deve ser reposta na totalidade Régua-Chaves.




