Greves para obter avanços na Saúde, na Otis e na EMEL

O recurso à greve foi a resposta comum às posições do Ministério da Saúde, da gerência da Otis e da administração da EMEL (tal como da Câmara Lisboa), que os trabalhadores consideram inaceitáveis.

Unidade, organização e luta podem acabar com silêncios e adiamentos inaceitáveis

Em todos estes três casos, ocorridos nos últimos dias, reivindica-se avanços na valorização salarial e nos direitos dos trabalhadores.

Na Otis Elevadores, filial de uma multinacional sediada nos EUA e que se apresenta como líder no sector, a greve de 24 horas teve lugar no dia 18. Durante a manhã, foram realizadas concentrações junto da sede da empresa, em Mem-Martins, e em Vila Nova de Gaia, no Candal Park.

Para a FIEQUIMETAL, «os trabalhadores mostraram claramente que não aceitam a decisão patronal de recusar uma justa valorização salarial». Além disso, «confirmaram que, unidos e organizados nos sindicatos da federação, vão continuar a lutar pelo Caderno Reivindicativo».

Numa nota publicada dia 20, considera-se que «esta foi mais uma importante jornada de luta, que a multinacional e a sua gerência em Portugal não podem ignorar». Depois de uma greve, a 9 de Abril, e dos plenários realizados no final de Maio e início de Junho, nos locais de trabalho, agora «foi de novo rejeitada a proposta vergonhosa que os patrões da Otis levaram às reuniões no Ministério do Trabalho».

No dia 19, a greve de 24 horas na Saúde, convocada pela federação e sindicatos da Função Pública, levou muitas áreas a funcionarem apenas em serviços mínimos, assim mostrando ao Governo o descontentamento e a disponibilidade para prosseguir a luta.

A par de reivindicações específicas, a exigência de valorização salarial, consagração uniforme de direitos, em acordo colectivo de trabalho, e contratação de mais profissionais unem técnicos auxiliares de Saúde, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores de Saúde.

Para avançar nestas matérias, é exigida a abertura imediata de processos negociais, acabando com os sucessivos adiamentos por parte do Ministério da Saúde.

No arranque da greve, a solidariedade do PCP com esta luta foi manifestada por Bernardino Soares, do Comité Central do Partido, junto do piquete, no Hospital de São José, em Lisboa. Ali esteve também o Secretário-Geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.

Na segunda-feira, dia 22, os trabalhadores da EMEL (Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa) iniciaram uma série de greves de duas horas por turno, todos os dias, até hoje, dia 25. Nos turnos da manhã e tarde, ocorreriam concentrações junto da sede da empresa, no Lumiar.

A administração da EMEL e a Câmara Municipal de Lisboa «mantêm-se num silêncio inaceitável, não tendo apresentado nenhuma proposta séria para os aumentos salariais», acusou o CESP, ao anunciar a concretização da luta, decidida em plenário, a 1 de Junho. O sindicato contestou o argumento de que não haveria dinheiro, contrapondo que foram anunciados investimentos e também patrocínios, de valores muito elevados.

 



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