- Nº 2743 (2026/06/25)

Atrasos na terceira ponte sobre o rio Ave são injustificáveis

PCP

O município de Vila do Conde e a Infra-estruturas de Portugal assinaram, no dia 16, um acordo de cooperação para a construção da terceira travessia sobre o rio Ave. Segundo a Comissão Concelhia do PCP, este passo não é novo nem inovador.

No dia 17, o organismo de direcção comunista garantiu que a construção da nova ponte é uma «promessa antiga», repetida «ao longo de mais de uma década por sucessivos responsáveis políticos». O projecto foi apresentado como um «”passo decisivo”, quando, na realidade, continua longe de sair do papel», critica a concelhia.

«Os vilacondenses conhecem bem esta história, através dos sucessivos anúncios, estudos, intenções e compromissos que nunca se materializaram», lê-se no comunicado emitido pelos comunistas do concelho. Segundo o Partido, enquanto se espera pela nova ponte, a actual travessia sobre o rio continua sobrecarregada, com mais de 26 mil veículos diários, tornando o trânsito no centro urbano caótico, aumentando o risco de acidentes rodoviários e penalizando a qualidade de vida dos moradores e de quem trabalha na cidade.

A assinatura do acordo, que não assinala o início da obra nem garante a sua calendarização, levanta «sérias dúvidas sobre as prioridades do executivo camarário». «Mais do que discursos e intenções, o concelho de Vila do Conde precisa de compromissos concretos, com prazos definidos, financiamento assegurado e execução efectiva, não de sonhos», salienta a Comissão Concelhia não contesta a importância da nova ponte, mas sim a sua «demora injustificável, a repetição de promessas e a ausência de resultados visíveis».