- Nº 2743 (2026/06/25)

Há 85 anos a Alemanha nazi agredia a URSS

Internacional

Assinalou-se, dia 22, os 85 anos da agressão à União Soviética pelas hordas da Alemanha nazi e seus aliados fascistas. Pagando o preço de 27 milhões de mortos, a URSS, o povo soviético e o seu Exército Vermelho, sob a direcção do Partido Comunista, deram um contributo determinante para a Vitória sobre o nazi-fascismo, para a qual também contribuíram os aliados e o movimento de resistência antifascista em que os comunistas tiveram um papel fundamental.

O objectivo da Alemanha nazi era conquistar rapidamente as principais cidades soviéticas, ao estilo da “guerra relâmpago”, e destruir o primeiro Estado socialista do mundo, submetendo e exterminando o povo soviético e garantindo o controlo sobre os seus vastos recursos: o “Império dos Mil Anos” anunciado pelos nazi-fascistas tinha na destruição da União Soviética o seu propósito fundamental.

Mas ao contrário do que se verificou na generalidade dos países da Europa Ocidental que foram anteriormente ocupados, na União Soviética houve a firme resistência de todo um povo mobilizado e dirigido pelo seu partido comunista para enfrentar a agressão, heróica resistência patente desde os primeiros momentos, como na defesa da fortaleza de Brest.

Na Frente Leste, o avanço das forças nazi-fascistas tornou-se cada vez mais lento e a “guerra relâmpago” acabou por ser contida, até que em Abril de 1942, junto a Moscovo, a barbárie nazi-fascista sofreu a sua primeira grande derrota. Terminada a batalha pela tomada da capital soviética, os nazi-fascistas tinham perdido um milhão e meio de homens – cinco vezes mais do que haviam perdido na ocupação de 11 países. O objectivo de conquistar Leninegrado também não se concretizou, apesar do longo e brutal cerco de quase 900 dias, que custou ao povo soviético mais de um milhão de vidas, e que foi quebrado no fim de 1944.

Em Stalinegrado travou-se a maior batalha da História, que terminou com vitória soviética, assim como a de Kursk: ambas mudaram o curso da guerra, retirando definitivamente a iniciativa estratégica às hordas nazi-fascistas, que foram obrigadas a recuar até serem definitivamente derrotados em Berlim. Estas grandes batalhas antecederam em meses o chamado Dia D, que marca a abertura da Segunda Frente, a Ocidente, com participação de norte-americanos e britânicos, e que é frequente e erradamente apontada como momento de viragem do conflito. Se em Junho de 1944, 92% das forças nazi-fascistas combatiam na Frente Leste, a grande maioria – 74 % – continuou a lá ficar a partir dessa data.

Quando o Exército Vermelho forçou a rendição alemã, em Maio de 1945, tinha derrotado 80% dos efectivos militares nazi-fascistas e 607 divisões, mais do triplo do que o que sucedeu nas restantes frentes, somadas. 85 anos depois, o capitalismo volta a promover forças fascistas e a falsificação e reescrita da História, como na Ucrânia, onde o Presidente e as restantes instituições estatais homenageiam e enaltecem os colaboradores nazis, responsáveis por hediondos crimes.