- Nº 2743 (2026/06/25)
A Federação Cabo-verdiana de Futebol condenou, no dia 18, num comunicado subscrito por outras estruturas, declarações do presidente da UEFA acerca da expansão do Mundial para 48 selecções, mostrando uma «profunda decepção».
O esloveno Aleksander Čeferin terá afirmado, segundo relatou o jornal Delo, que o alargamento da competição não seria benéfico para o futebol, pois haveria «imensos jogos que [seriam] completamente desinteressantes».
A federação de Cabo Verde sublinhou que estas opiniões equivalem a «ignorar os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes do futebol e torcedores em todo o mundo». Para a estrutura, o futebol «não pertence a um pequeno grupo de líderes privilegiados» – pelo contrário, a «sua força reside em sua universalidade».
O comunicado foi assinado pelas federações do Senegal, Curaçao, Uzbequistão, Congo e Haiti, contando com a solidariedade das estruturas da Argélia, Tunísia, Marrocos, Egipto, Fana, Costa do Marfim e África do Sul.
Na senda do Mundial, também o PCP criticou, numa publicação nas suas redes sociais datada de dia 14, alguns aspectos associados à competição. O Partido lembrou que o torneio se realiza nos EUA, «país central da barbárie imperialista», que está a actuar com racismo e xenofobia ao negar vistos a participantes e deportar árbitros. Os comunistas denunciaram, ainda, a cumplicidade de Portugal com a ocupação marroquina do Sara Ocidental – o País vai organizar o Mundial de 2030 com Marrocos.