Novo contentor de Portugal a caminho da heróica Cuba

Dinamizado pela Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC), mas envolvendo muitas outras organizações, está pronto a seguir para Cuba um segundo contentor solidário para furar o bloqueio norte-americano e ajudar o povo cubano neste período tão difícil.

Não há bloqueio capaz de travar a solidariedade com Cuba


Em finais de Março foi um contentor, agora vai outro. A solidariedade com Cuba não cessa e o povo português contribui – como o fazem tantos outros por esse mundo fora – para fazer chegar ao povo cubano muito daquilo que o imperialismo norte-americano procura impedir: material escolar e de escritório, roupa e brinquedos para crianças, cadeiras e carrinhos para bebés, mobiliário de escola, colchões, camas articuladas e equipamentos geriátricos, equipamentos de protecção individual e colectiva para obras (capacetes, luvas, viseiras, fatos, redes, etc.), alimentos não perecíveis, sobretudo leite em pó para crianças. Se fosse preciso demonstrar a desumanidade do bloqueio, o material recolhido e enviado fala por si – onde está a tal “ameaça inusual e extraordinária” de que falam os EUA para procurar justificar o incremento do cerco, e possivelmente a agressão militar, à ilha das Caraíbas?

Se a maioria do material enviado resulta de muitas pequenas contribuições, outras houve mais volumosas, contou ao Avante! Isalina Pereira, vice-presidente da AAPC que uma vez mais coordenou o carregamento do contentor. Falou da empresa de construção e da papelaria que, à beira de encerrar, resolveram doar a Cuba o material que tinham armazenado – no caso do material de protecção para construção civil, foram mais de 150 caixas – e da mulher que comprou numa padaria dezenas de quilos de farinha para enviar ao povo cubano.

Centenas de contributos

Foi novamente em Palmela, numa antiga escola primária, que mais de uma dezena de activistas se concentrou na manhã de sexta-feira, 5, para carregar mais um contentor. Para além das poucas sobras do primeiro carregamento, foi ali armazenado muito material que se encontrava espalhado pelo País ou que foi recolhido desde então. Com o recrudescimento recente do bloqueio, o cerco petrolífero, as ameaças directas ao General Raul Castro e a realização a 19 de Abril, em Lisboa, da Conferência e do Concerto de Solidariedade, aumentou também muito a solidariedade: foram centenas as doações do material solicitado e também os contributos financeiros, no âmbito da campanha “Por Cuba! Fim ao Bloqueio!”.

Segundo Isalina Pereira, há ainda material recolhido para transportar: algum ainda naquela antiga escola de Palmela, mas muito ainda no Porto, em Coimbra, em Évora ou em Lisboa – a que seguramente se somará muito mais, que virá ainda a ser recolhido. A dirigente da AAPC sublinhou a importância da realização de iniciativas públicas para dar a conhecer a situação de Cuba e possibilitar novos saltos na campanha.

A campanha continua

Para os activistas que ali cumpriram aquela tarefa internacionalista, como para tantos outros que a levam a cabo em todo o País, apoiar a Revolução e o povo cubanos nesta altura é da mais elementar justiça, tendo em conta a solidariedade que Cuba socialista sempre deu provas no apoio aos povos do mundo (no campo da saúde, da educação, da defesa da soberania e independência), na denúncia do imperialismo e dos seus crimes e na defesa dos princípios da Carta das Nações Unidas, que regem – ou deveriam reger – as relações internacionais.

A campanha prossegue em todo o País: para contribuir, basta contactar a organização, através do endereço de correio electrónico [email protected] ou enviar uma contribuição para o IBAN PT50 0033 0000 0058 0164 1169.

 



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