- Nº 2740 (2026/06/5)

MDM exige reforço do SNS e denuncia desigualdades

Nacional

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) defendeu que «a única resposta para garantir a saúde da mulher, em todas as valências, e em pé de igualdade, ao longo do seu ciclo de vida é garantir um Serviço Nacional de Saúde (SNS) público, universal, geral, articulado e coordenado em todo o território».

Em nota divulgada a 28 de Maio, o MDM denuncia o agravamento dos problemas no SNS, associado à falta de investimento dos sucessivos governos, situação que, considera, favorece a expansão dos grupos privados da saúde «à custa do erário público e da população».

Entre as medidas consideradas urgentes, o MDM reclama o fim da pré-triagem telefónica obrigatória das grávidas para acesso às urgências hospitalares e exige acompanhamento atempado durante a gravidez e o pós-parto, sem encerramento de maternidades e urgências.

Defende igualmente o reforço das unidades de procriação medicamente assistida, maior articulação entre hospitais e cuidados de saúde primários, melhor acesso ao diagnóstico e tratamento oncológico, bem como campanhas de informação que incentivem a participação das mulheres nos rastreios do cancro.

O movimento sublinha ainda a necessidade de garantir acesso universal à contracepção, consultas de planeamento familiar, educação sexual nas escolas e respostas específicas para mulheres imigrantes, vítimas de violência doméstica, tráfico sexual ou mutilação genital feminina.

Para o MDM, a melhoria da saúde das mulheres exige também políticas públicas que combatam as desigualdades sociais, assegurando habitação digna, melhores condições de trabalho, direitos de maternidade e paternidade e respostas aos problemas ambientais e energéticos.

 

PEV critica estratégia de privatização do INEM

O Partido Ecologista «Os Verdes» criticou a política do Governo para o sector da saúde, apontando a proposta de refundação do INEM como exemplo de uma estratégia de privatização.

Segundo o PEV, a transformação do INEM em Instituto Público de Regime Especial poderá fragilizar o Sistema Integrado de Emergência Médica, reduzindo meios e abrindo espaço à intervenção de entidades privadas no socorro pré-hospitalar.

No sábado, 30, o Conselho Nacional do PEV, reunido em Lisboa, teceu fortes críticas à actuação do Presidente da República, que «aparenta pretender fazer o caminho da privatização do SNS, quando anuncia a proposta de um “pacto para a saúde”, ignorando a existência de um pacto fundamental sobre a saúde que se encontra na Constituição da República Portuguesa, que jurou cumprir e fazer cumprir e que aponta, claramente, o caminho que é necessário defender».