- Nº 2740 (2026/06/5)
O regime ucraniano continua a homenagear aqueles que colaboram com os nazis na Segunda Guerra Mundial e que foram responsáveis por inúmeras barbáries e outros crimes. Desta vez foi Andriy Melnik, cujos restos mortais foram transferidos do Luxemburgo para um cemitério militar ucraniano, em Kiev.
A homenagem a Andriy Melnik foi presidida por Zelensky, que escreveu que este colaborador nazi «regressou a uma Ucrânia diferente, não aquela que foi forçado a abandonar, mas aquela com que sonhava» – na verdade uma Ucrânia que glorifica e faz a apologia do nazi-fascismo.
Saliente-se que a cerimónia de exaltação do colaborar nazi contou, entre outras figuras, com a participação de Ruslan Stefanchuk, o presidente do parlamento ucraniano, que recentemente discursou na abertura da sessão plenária da Assembleia da República, tendo sido aplaudido de pé por todas as bancadas parlamentares, com a excepção do PCP que decidiu não estar presente.
Andriy Melnik foi líder da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN) e mais tarde de uma fação desta, a OUN-M, tendo Stepan Bandera passado a liderar a outra fação, a OUN-B – todos colaboradores nazis, tendo sido responsáveis por massacres e outros horrendos crimes.
Ataque a residência estudantil
As autoridades russas denunciaram o ataque de drones das forças militares ucranianas, na madrugada de 22 de Maio, contra o colégio e a residência estudantil da Universidade Pedagógica Estatal de Lugansk, na cidade de Starobelsk, de que resultaram dezenas de jovens estudantes mortos e feridos. A Rússia apelou à condenação deste ataque, que considera ter sido deliberado contra a população, salientando que «nenhum dos ocupantes do edifício participava, nem poderia participar, em operações militares, não existindo quaisquer instalações militares nas proximidades do colégio».
A Rússia salienta ainda que ataques semelhantes com armas fornecidas por países que integram a NATO, incluindo drones, são realizados com o apoio técnico de países deste bloco político-militar, responsabilizando o regime de Kiev e os seus patronos pela escalada na guerra e pelo fracasso dos esforços político-diplomáticos para a resolução do conflito.
Manobra de distração
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que os meios de comunicação ocidentais amplificaram o incidente do drone na Roménia com o objectivo de «desviar a atenção do assassinato de crianças em Starobelsk por parte da Ucrânia».
A Rússia propôs-se realizar uma investigação sobre o drone caído na Roménia, desde que esse país entregue os restos e dados do aparelho. Segundo as autoridades russas, não é possível determinar com certeza a origem do drone sem um exame técnico detalhado. Noutras ocasiões caíram drones das forças armadas ucranianas na Finlândia, na Polónia e noutros países e, sem provas, os países que integram a NATO e a UE apressaram-se a responsabilizar a Rússia por esses incidentes, acusações que posteriormente mostraram não ter qualquer fundamento.
As autoridades romenas, sem apresentar provas, atribuíram a responsabilidade à Rússia.
No seguimento do caso, a Roménia decidiu encerrar o consulado geral da Rússia em Constanza e declarar o cônsul geral russo persona non grata.