Irão exige respeito pelos direitos do povo

O Irão rejeita qualquer acordo que não respeite os direitos do seu povo, declarou um alto responsável iraniano. Prosseguem, entretanto, conversações entre Teerão e Washington, mediadas pelo Paquistão.

O Irão ameaçou interromper o diálogo com EUA se Israel incrementasse a guerra contra o Líbano

O presidente do Parlamento e chefe da equipa negociadora do Irão, Mohammad Bagher Qalibaf, lembrou que o factor decisivo que forçou os EUA a cessarem a agressão militar e a aceitarem negociar foi o poderio militar e a firmeza do povo do Irão, sublinhando que a retaliação do Irão foi mais forte do que as autoridades norte-americanas reconheceram, danificando ou destruindo 217 estruturas militares dos EUA na região.

O mesmo responsável afirmou que Teerão não aceitará nenhum acordo nas negociações em curso com os EUA enquanto não se garantirem plenamente os direitos do povo iraniano. Durante uma sessão virtual do Parlamento, no dia 31 de Maio, Qalibaf assegurou que a diplomacia iraniana tem como objectivo consolidar as conquistas alcançadas e obter benefícios concretos para o povo.

O dirigente assinalou que a equipa negociadora iraniana não baseia as suas decisões em promessas ou declarações da parte norte-americana. «O nosso objectivo é conseguir resultados tangíveis e, em troca, cumpriremos os nossos compromissos. Não aceitaremos nenhum acordo até que se garantam os direitos do povo iraniano», insistiu.

Qalibaf afirmou ainda que os EUA mantêm uma política de pressão económica e campanhas mediáticas dirigidas a debilitar a unidade nacional do Irão, ainda que esses esforços – considerou – não alcançarão os seus objectivos.

Sobre o prolongamento das negociações, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, responsabilizou os EUA por fazer exigências «contraditórias» e «mutáveis», o que tem obstaculizado o progresso das conversações.

O mesmo porta-voz reclamou da União Europeia o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e o abandono da abordagem de «apaziguamento dos agressores» e culpabilização daqueles que resistem. Baqaei referia-se à declaração da UE que hipocritamente condena o Irão por exercer o seu legítimo direito de defesa face à guerra de agressão dos EUA e de Israel, que usaram países vizinhos para agredir o Irão.

Entretanto, o Irão ameaçou interromper o diálogo indirecto com os EUA se Israel incrementasse a sua guerra de agressão contra o Líbano.

 



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