- Nº 2740 (2026/06/5)

Colômbia: candidato do Pacto Histórico na segunda volta da eleição presidencial

Internacional

O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não reconheceu os resultados preliminares da primeira volta das eleições presidenciais na Colômbia do passado domingo, denunciando irregularidades nos números apresentados pela empresa privada responsável pela contagem. Para o actual chefe de Estado colombiano, «embora os algoritmos do software de contagem e apuramento devam permanecer inalterados, foram modificados três vezes durante a última semana. Além disso, foram adicionados 800 mil registos eleitorais de pessoas não registadas no recenseamento oficial». Assim, «de acordo com a lei, os resultados vinculativos que o Presidente considerará e aceitará são os emitidos pelas comissões eleitorais supervisionadas pelos juízes da República», acrescentou Gustavo Petro.

Os resultados preliminares da primeira volta das eleições presidenciais na Colômbia, anunciados na madrugada de domingo, davam o candidato da extrema-direita, Abelardo de la Espriella, como o mais votado, com 43,73% dos votos. Em segundo lugar surgia Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico, com 40,9%. A candidatura da extrema-direita uribista, com Paloma Valencia e Juan Oviedo, terá reunido 6,92% dos votos, e quarta posição foi ocupada pela dupla centrista Serio Fajardo e Edna Bonilla, que obteve 4,26%. Os restantes sete candidatos não superaram um por cento dos votos.

Na noite eleitoral, Iván Cepeda agradeceu às organizações populares, aos sindicatos, à sua campanha, o apoio para obter uma votação significativa e garantiu que tudo fará para congregar as forças necessárias para derrotar, com uma rigorosa verificação eleitoral, o seu adversário, Abelardo de la Espriella. O candidato do Pacto Histórico denunciou as «graves anomalias» cometidas durante a votação e alertou para as pressões vindas dos EUA e de outros países da região, assim como de sectores internos a eles subordinados.

Ivan Cepeda referiu-se ao seu adversário, Abelardo De la Espriella, como representante do «fascismo mafioso» e deu indícios que o vinculam a grupos paramilitares de extrema-direita e ao narcotráfico. Uma eventual vitória deste candidato, alertou, pulverizaria os avanços sociais alcançados nos últimos anos e favoreceria «a plutocracia e a corrupção».

A segunda volta terá lugar a 21 de Junho.