- Nº 2740 (2026/06/5)

Um Fórum antifascista e anti-imperialista

Internacional

O III Fórum Internacional Antifascista realizou-se de 23 a 26 de Maio, em Moscovo. Promovido pelo Partido Comunista da Federação Russa (PCFR), contou com a presença de cerca de 180 delegações de quase 100 países, proporcionando o encontro entre partidos comunistas e muitas outras forças progressistas e anti-imperialistas.

No âmbito do Fórum, teve lugar nos dias 24 e 25 uma Conferência Internacional, sob o tema “A Luta contra o terrorismo internacional, a arbitrariedade e a agressão. Pela paz e a segurança”, onde intervieram 130 participantes. O PCFR explicou que o tema da Conferência foi a luta contra o terrorismo porque o imperialismo e o fascismo, acima de tudo, fomentam guerras e violência e sobrevivem através da violência e da manipulação das consciências.

Uma expressão da frente anti-imperialista

No III Fórum Internacional Antifascista foi evidenciada a convergência entre forças políticas e sociais muito diversas quanto à necessidade de unir esforços no plano mundial em prol do desenvolvimento da luta anti-imperialista e antifascista, pela paz, a justiça e o progresso social.

A solidariedade com os povos que enfrentam a agressão do imperialismo foi uma constante. Exigiu-se o fim imediato do genocídio do povo palestiniano por Israel e reafirmada a concretização do Estado da Palestina; reclamou-se igualmente o fim imediato da agressão de Israel contra o Líbano e a retirada das forças militares israelitas do sul deste país. Foi igualmente exigido o fim das acções agressivas dos EUA e Israel contra o Irão. Expressou-se solidariedade a Cuba e reclamou-se o fim imediato do bloqueio, das ameaças, da política de terrorismo de Estado dos EUA contra Cuba, que há décadas é um símbolo de dignidade e determinação. A solidariedade à República Bolivariana da Venezuela foi também expressa, com a exigência do fim do intervencionismo dos EUA – incluindo através das sanções económicas –, e da libertação imediata do Presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores.

No Fórum foi salientado que se há 85 anos, nos rigorosos dias de inverno de 1941, na heróica batalha de Moscovo, o povo soviético demonstrou ao mundo que o nazi-fascismo não era omnipotente, também hoje os povos, unidos na sua convicção e aspiração à verdade e à justiça, poderão derrotar o imperialismo e o fascismo. Hoje, a Humanidade depara-se, mais uma vez, com graves perigos: o imperialismo procura desencadear uma ampla ofensiva, projectando o militarismo, o colonialismo, o fascismo e o anticomunismo.

Valendo-se das forças mais obscuras, o capital monopolista tenta manter o seu domínio sobre os povos, sobre os trabalhadores, sobre os recursos naturais, sobre o presente e o futuro da Humanidade. Daí o apelo do Fórum a todas as pessoas de boa vontade para que fortaleçam a frente das forças comunistas, progressistas, patrióticas, anticolonialistas, antifascistas, anti-imperialistas, unindo forças na justa luta em prol dos direitos dos trabalhadores e dos povos, de um mundo de paz, soberania, desenvolvimento e justiça social.

A cultura ao serviço da paz e da amizade entre os povos

Os participantes tiveram a oportunidade de se deslocar ao túmulo do “Soldado Desconhecido”, junto ao Kremlin, para prestar homenagem aos soldados soviéticos que morreram na Grande Guerra Patriótica, nome por que ficou conhecida na União Soviética a Segunda Guerra Mundial. Foram ainda convidados a assistirem a um concerto que deu expressão à defesa da paz e à solidariedade internacionalista.

O PCP esteve representado no III Fórum Internacional Antifascista por Pedro Guerreiro, membro do Secretariado do Comité Central e responsável pela Secção Internacional. A JCP esteve representada por Guilherme Almeida, do Secretariado e da Comissão Política da Direcção Nacional.