Não há outra solução, o pacote cairá ao chão

«A grande greve geral de hoje constitui uma poderosa acção para a derrota do Pacote Laboral, apresentado pelo Governo PSD/CDS e apoiado pelo Chega, IL e confederações patronais, é uma clara rejeição do retrocesso social e do aumento da exploração que querem impor aos trabalhadores», as palavras são de Paulo Raimundo, numa declaração prestada e enviada à comunicação social no início da tarde de dia 3.

A paralisação, afirmou o Secretário-Geral, foi mais uma «inequívoca rejeição da tentativa de agravar a insustentável situação de baixos salários, promover os despedimentos sem justa causa, generalizar e perpetuar a precariedade, desregular ainda mais os horários de trabalho» e de «atacar os direitos dos pais e das crianças, a contratação colectiva, o direito à greve e o direito de acção e informação sindical».

Ao mesmo tempo, com as mais de 100 normas gravosas que o Governo pretende fazer avançar a toda a força, coexistem um aumento insuportável do custo de vida, a degradação e desmantelamento dos serviços públicos e crescentes dificuldades no acesso à habitação. É a tudo isso, salienta o dirigente, que se deve esta «forte expressão de descontentamento e indignação» de quem trabalha.

A greve de quarta-feira, afirmou, é um «sinal claro de disponibilidade para a intensificação e multiplicação da luta para a derrota do pacote laboral e pela exigência de melhores salários e pensões, condições de vida e de trabalho, de justiça, dignidade e respeito.

Paulo Raimundo valorizou igualmente a participação dos trabalhadores que nunca tinham feito greve e de outros «com vínculos efectivos e precários, jovens, mulheres e imigrantes». Todos estes contribuíram para uma «grande greve geral no patamar das maiores até hoje realizadas», que teve uma «grande participação e impacto em todo o País», com uma «forte expressão nos diversos sectores de actividade», privado e público.

Saudando os trabalhadores pela sua participação na greve e a CGTP-IN, que a convocou, Paulo Raimundo salientou que a jornada de luta de anteontem mostrou ser «possível derrotar o pacote e que há força para defender os direitos dos trabalhadores e do povo e abrir o caminho que o País precisa». «Aumentar salários, combater a precariedade, valorizar a contratação colectiva, defender e reforçar serviços públicos, garantir o direito à habitação e os direitos dos pais e crianças, promover a promoção nacional e o investimento público» – é esse o rumo que se impõe.

 

«Governo tem de retirar o pacote laboral»

Uma delegação do PCP percorreu vários piquetes de greve ao longo do dia da greve e da noite que o antecedeu. O Secretário-Geral marcou presença nos Serviços Operacionais do Seixal, no Hospital de São José e no Metropolitano de Lisboa, na Cerealto, em Sintra, no Teatro D. Maria II e no Aeroporto de Lisboa. Em todos estes locais, Paulo Raimundo salientou a justeza daquela grande jornada e expressou a solidariedade do Partido com os trabalhadores em luta. Em diversas ocasiões salientou que o único caminho possível para o pacote laboral, depois de ser completamente rejeitado pelos trabalhadores, é o de ser «completamente retirado».



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