A desfaçatez de Luís Montenegro face aos enfermeiros
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) reagiu no dia 16 à intervenção do primeiro-ministro no VII Congresso da Ordem dos Enfermeiros, realizado por esses dias, acusando Luís Montenegro de «desfaçatez». Para o SEP, o primeiro-ministro falou da admissão, em dois anos, de mais 2126 enfermeiros, ocultando que não foram contabilizados «os devidos pontos para progressão na carreira» nem pagos os «retroactivos de 2018 a 2021» em dívida, discriminando-os.
O primeiro-ministro afirmou igualmente que o exercício especializado de enfermagem deve ter também a componente de valorização remuneratória ao mesmo tempo que não transita para a categoria de enfermeiro especialista «centenas de enfermeiros que têm o título de Especialista desde 2019» nem «descongela vagas para abertura de concurso para esta categoria», não resolvendo igualmente a «saída das posições intermédias» nem outras injustiças.
Mas há mais: disse que conta com os enfermeiros para o exercício de funções de gestão enquanto não descongela as vagas para a abertura de concursos para a categoria de Enfermeiro Gestor ou para Funções de Direcção. E expressou a vontade de o Ministério da Saúde poder vir a chegar a acordo relativamente ao Acordo Colectivo de Trabalho. Para o sindicato, este discurso, «igual ao que o primeiro-ministro tem tido em relação ao pacote laboral, é inaceitável», pois a proposta apresentada retira direitos e rendimentos através do banco de horas e da adaptabilidade. Os profissionais já manifestaram a sua oposição à proposta do Governo, mas este faz “orelhas moucas”, acusa o SEP.




