- Nº 2737 (2026/05/14)
O serviço diplomático da UE publica a Disinformation Review (EUvsDisINFO) para “responder” ao que designa de “desinformação pró-Kremlin”. Toda a informação que não lhe convenha é isso. Três exemplos do convincente nível das “respostas”:
– «a Polónia, juntamente com a França, está a preparar-se para exercícios nucleares na região do Báltico. Os exercícios incluem a simulação de ataques às regiões russas de Kaliningrado e Leningrado.»
“Resposta”: Nenhum dos países declarou ter tal objectivo. É infundado acusar a NATO de belicismo e de representar uma ameaça existencial para a Federação Russa. A NATO é uma aliança política e militar cuja missão é a defesa colectiva dos seus Estados-Membros. Tem uma política de dissuasão e defesa, não de agressão.
– «o Mali expulsou o parceiro francês porque havia provas de que a França estava envolvida no terrorismo no Sahel; provas que demonstravam que a França treina, forma e equipa terroristas no Sahel.»
“Resposta”: São infundadas acusações sobre o papel da França e da UE em África como origem do jihadismo islâmico, com objectivos neocolonialistas. A UE procura ajudar os países africanos a enfrentar as causas do terrorismo.
– «os países da UE, ao votarem na ONU contra o projecto de resolução combatendo a glorificação do nazismo, confirmam que a UE está a tornar-se um foco de resistência contra os esforços nesse sentido.»
“Resposta”: A resolução contra a qual votou não passava de propaganda russa, cuja desinformação trata todos os adversários de nazis. Para a UE, estes (vários dos quais oriundos de gerações de nazis) serão até anti-nazis, como provavelmente considerará o personagem recentemente recebido na AR.
É isto. Para a burocrática bolha de Bruxelas, bastaria negar e repetir o mantra para os factos serem varridos. Quem consultar este site da UE tem um fácil método de leitura: o que lá estiver refutado tem altíssima probabilidade de ser verdadeiro.