- Nº 2737 (2026/05/14)

Face à agressão dos EUA e Israel, Irão afirma os seus direitos

Internacional

O presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou de «inaceitável» o plano apresentado pelo Irão para pôr fim à agressão norte-americana e israelita. Esse plano foi enviado no domingo, 10, aos mediadores paquistaneses, em resposta ao último texto proposto pelos EUA. Segundo declarou uma fonte oficial à agência noticiosa Tasnim, a resposta de Teerão rejeita as exigências excessivas de Washington, que o Irão considera serem uma tentativa de forçar a capitulação.

A agência precisou que o texto da resposta do Irão refere, entre outros aspectos, a cessação imediata da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano; a retirada imediata do bloqueio norte-americano aos portos iranianos; o reconhecimento da soberania do Irão sobre o Estreito de Ormuz; o levantamento das sanções contra o Irão; o fim do bloqueio dos activos iranianos retidos no estrangeiro; o pagamento de indemnizações por danos de guerra. As conversações sobre o programa nuclear do Irão iniciariam numa fase posterior.

A rejeição norte-americana da última proposta do Irão mantém em suspenso o conflito, enquanto continua de pé uma frágil trégua que não evitou confrontos no Estreito de Ormuz e imediações, nem impediu a continuação dos bombardeamentos e demolições de Israel no sul do Líbano.

O Ministro das Relações Exteriores do Irão, Abbas Araghchi, salientou que sempre que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA têm optado por uma aventura militar.

«EUA devem habituar-se à nova ordem regional»

Entretanto, o porta-voz do Comité de Política Exterior e Segurança do parlamento iraniano, Ebrahim Rezai, advertiu que Washington está a esgotar rapidamente as suas opções mediante as contínuas provocações no Golfo Pérsico, afirmando que a partir de dia 10, a contenção iraniana terminaria e que qualquer agressão contra os navios iranianos receberia uma resposta contundente, visando os navios e as bases norte-americanas. Este porta-voz chamou ainda a atenção para que o tempo corre contra os interesses dos EUA e que a Washington convém «não actuar de forma imprudente nem afundar-se ainda mais no atoleiro em que caiu», considerando que os EUA «devem habituar-se à nova ordem regional».