Enfermeiros em greve no dia 12 exigem melhores condições e reforço do SNS

Para 12 de Maio, Dia Internacional do Enfermeiro, o SEP/CGTP-IN convocou uma greve nacional nos sectores público, privado e social, abrangendo os turnos de manhã e tarde, e uma manifestação em Lisboa.

Urge admitir mais profissionais e valorizar todas as carreiras

«Toda a enfermagem é convocada a reivindicar melhores condições de trabalho e de vida, valorização das carreiras em todos os sectores — público, privado e social — e contra as tentativas de retirar direitos, através de acordos colectivos de trabalho e do pacote laboral», apelou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, ao anunciar a luta.

O SEP referiu que «somos poucos nos serviços» e «todos os dias nos confrontamos com a angústia de “não conseguimos fazer tudo” aquilo que utentes, doentes e famílias precisam e têm direito».

A lista das exigências a que a greve dará força começa precisamente pela admissão de mais enfermeiros. O SEP e os profissionais de enfermagem reivindicam ainda o fim dos contratos precários, as 35 horas de trabalho semanal para todos (com horários regulados), a resolução dos problemas relacionados com contagem de pontos e pagamento de retroactivos (incluindo os referentes à progressão entre Janeiro de 2018 e Dezembro de 2021), a valorização de todas as carreiras de enfermagem.

Rejeitam o pacote laboral e a proposta de Acordo Colectivo de Trabalho, que «visa retirar rendimento aos enfermeiros e agravaria os problemas já hoje existentes». Recusam igualmente «os bancos de horas e a adaptabilidade, que o Ministério da Saúde e o Governo querem impor aos enfermeiros com contrato individual de trabalho e, posteriormente, alargar aos enfermeiros com contratos de trabalho em funções públicas, e que os enfermeiros dos sectores privado e social nunca quiseram e exigem ver revogados das suas carreiras».

A greve – com manifestação, às 10h30, do Campo Pequeno para o Ministério da Saúde – faz-se também «pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde e contra o seu gradual desmantelamento, que anos de desinvestimento têm vindo a provocar», «contra soluções, apresentadas como temporárias (como a reorganização dos serviços de urgência de pediatria e obstetrícia), que rapidamente se tornarão definitivas, por ausência de contratação, retenção e valorização dos profissionais de saúde».

Os enfermeiros e o seu sindicato manifestam-se «contra o financiamento, com dinheiros públicos, dos sectores privado e social». O SEP nota que a saúde não pública aumenta à custa do desmantelamento do SNS, dando como exemplos a recuperação de listas de espera e de consultas, a vacinação nas farmácias, a externalização dos exames complementares de diagnóstico.

 



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