- Nº 2736 (2026/05/7)
O PCP reagiu, no dia 30, ao desfecho do processo de venda do Novo Banco pela Lone Star ao grupo bancário francês BPCE, um «processo de assalto aos recursos nacionais para tapar os buracos da corrupção e gestão danosa, de favorecimento de especuladores, de fundos de investimento e do grande capital nacional e estrangeiro».
Para os comunistas, é inaceitável que o Governo, ignorando sucessivos alertas do PCP, permita a realização desta venda e que dê por perdido um valor que representa quase três por cento do PIB português. «É inaceitável que tendo o Estado português uma participação – por via do Fundo de Resolução – de 25 por cento no capital do Novo Banco, se tenha procedido a um negócio em que assumidamente se prejudica o País para favorecer o grande capital estrangeiro», lê-se num comunicado. Na prática, explica o Partido, o País pagou o prejuízo, o fundo norte-americano da Lone Star embolsou quase cinco mil milhões de euros e os franceses do BPCE ficaram com um banco que, só em 2025, teve mais de 820 milhões de euros de lucros.
O desfecho deste processo confirma os perigos da estratégia de concentração bancária promovida pela UE. Com excepção da Caixa Geral de Depósitos, as maiores instituições bancárias com operação em Portugal foram entregues às mãos do capital estrangeiro.