- Nº 2736 (2026/05/7)

Reforçar e aproximar as organizações do Partido à vida real

PCP

Por todo o País, diversas organizações do PCP estão a preparar e a realizar as suas assembleias, momentos fundamentais na vida do Partido – a nível local, sectorial e nacional. Esta semana, chega ao Avante! o exemplo da Assembleia Concelhia de Setúbal.

«A realização em 2026 de assembleias das organizações que as não realizam desde 2022», assim determinou o Comité Central (CC) do PCP, entre tantas outras medidas, na resolução Um PCP mais forte. É preciso! É possível!. E é exactamente isso que está em andamento: por todo o País realizaram-se já assembleias concelhias e de organizações regionais, com tantas outras em preparação (ver agenda nas páginas 30 e 31).

Movimento geral de reforço

A realização destas assembleias não está desconexa do movimento geral de reforço do trabalho de direcção e estruturação nos vários elementos que o XII Congresso apontou. Importa avaliar de forma geral a estruturação do Partido e considerar decisões e medidas correspondentes em cada organização; fortalecer os organismos de direcção tendo em conta as suas características e composição; a criação de mais organismos com condições de funcionamento; e colocar mais organizações de base a funcionar, reforçando a sua ligação à realidade em que se inserem.

Em Setúbal

Do exemplo que esta semana chega ao Avante! – da 16.ª Assembleia da Organização Concelhia de Setúbal – é exactamente isso o que se está a procurar fazer. Importa informar que o processo de preparação desta assembleia iniciou-se antes da aprovação da resolução do CC. Ainda assim, a organização tem sido capaz de introduzir as orientações de reforço do Partido no Projecto de Resolução Política que está a orientar a discussão dos militantes sadinos e, ao mesmo tempo, colocar o colectivo partidário a discutir o seu próprio reforço.

Desde a última assembleia, foram criadas duas novas células de empresa – na Brisa e na Docapesca –, cujo objectivo fundamental é agora colocar a funcionar com actividade própria, destacando a necessidade de criar boletins, realizar contactos e recrutar mais militantes.

A organização de empresas e sectores merece também destaque: com 68 membros, juntando camaradas de diferentes locais de trabalho e empresas onde não há condições para criar células, está estabelecido o objectivo de realizar uma assembleia onde se possa eleger um secretariado que coloque em funcionamento e potencie esta organização. Pretende-se partir para a criação de núcleos específicos dentro da própria organização – com prioridade para os sectores dos vigilantes, cimenteiras, comércio e hotelaria – que acompanhem individualmente os restantes militantes.

De forma semelhante, pretende-se realizar uma assembleia da célula dos trabalhadores da autarquia e eleger um secretariado que possibilite o reforço do trabalho junto destes trabalhadores.

No âmbito local, está igualmente colocado o objectivo de realizar assembleias em todas as freguesias que ainda não o fizeram, elegendo novas comissões de freguesia que reforcem a ligação do Partido às populações, procurando ainda criar células de reformados nas duas maiores organizações (São Sebastião e União de Freguesia de Setúbal).

Pretende-se que a proposta final de Resolução Política, a ser discutida na Assembleia de Organização Concelhia de Setúbal (agendada para dia 24, no Auditório Bocage), contenha já o plano de trabalho que verse estas orientações, reforçado ainda pela discussão colectiva.