- Nº 2736 (2026/05/7)O 1.º de Maio deste ano foi celebrado por trabalhadores de todo o mundo com reivindicações de melhores salários, de direitos, incluindo sociais e laborais, com a rejeição da guerra e da escalada armamentista, com solidariedade com os povos em luta, com a exigência de paz.
Em Cuba, a celebração do acto central do Dia Internacional do Trabalhador reuniu no 1.º de Maio mais de meio milhão de pessoas na Tribuna Anti-imperialista José Marti. Neste 1.º de Maio, sob o lema «A Pátria defende-se» e dedicado ao centenário do nascimento de Fidel Castro, o povo desfilou de vários pontos da capital até ao emblemático local da concentração, frente à Embaixada dos EUA, para mostrar o seu apoio à Revolução e ao socialismo.
A acção foi presidida pelo Presidente Miguel Díaz-Canel, acompanhado de Raúl Castro, a quem foram entregues dois livros que reúnem mais de seis milhões e 230 mil assinaturas do povo cubano pela Pátria. Nas capitais provinciais também se realizaram desfiles e concentrações em defesa da soberania, contra o bloqueio e em apoio à Revolução face às ameaças de agressão militar dos EUA. Em Havana, participaram nas comemorações mais de 600 representantes de partidos, sindicatos e organizações de solidariedade de várias países, entre os quais uma delegação da Associação de Amizade Portugal-Cuba.
No Brasil, as centrais sindicais comemoraram o 1.º de Maio de forma descentralizada, em todos os Estados, com o mote contra a exploração do trabalho, por um horário de trabalho 5x2 e pelo fim do regime de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso), considerado exaustivo e prejudicial à qualidade de vida.
Na China, o Presidente Xi Jinping felicitou os trabalhadores pelo 1.º de Maio e destacou o seu papel no desenvolvimento nacional. Numa mensagem em nome do Comité Central do Partido Comunista da China, afirmou que os trabalhadores contribuíram de forma importante para o desenvolvimento do país com esforço, inovação e compromisso. Destacou que, no processo de modernização chinesa, os trabalhadores mantiveram-se unidos em torno do Partido e promoveram avanços em distintos sectores.
Na Índia, várias concentrações e manifestações tiveram lugar em diversos pontos do país, incluindo nas maiores cidades. Uma das maiores percorreu as ruas da capital, Nova Deli. Na África do Sul, a central sindical COSATU promoveu múltiplas acções, nas quais participaram também representantes do ANC e do Partido Comunista da África do Sul.
Salários, direitos, paz
Embora o 1.º de Maio não seja feriado nos EUA, muitos milhares de pessoas saíram às ruas, na capital e noutras cidades, contra as políticas da administração Trump. Em Washington, realizou-se uma manifestação cheia de colorido pelos cartazes, faixas e iniciativas dos participantes, convocados sob o lema «Trabalhadores acima dos multimilionários».
Em diversas manifestações do 1.º de Maio em vários países da Europa, muitas centenas de milhares de pessoas exigiram paz e justiça social, rejeitando as políticas neoliberais e militaristas.
Em Itália afirmou-se que sem romper com a economia de guerra não haverá melhorias reais para os trabalhadores; na Grécia, apontou-se a luta para «quebrar de uma vez por todas as correntes da exploração» e «abrir caminho para uma sociedade sem pobreza, guerras, injustiça e opressão»; em França, denunciou-se que, devido à guerra e à militarização, os preços da energia estão a disparar e os serviços públicos estão a ser privados de fundos para dar lugar a orçamentos militares mais elevados; na Bélgica protestou-se contra a guerra e as políticas neoliberais; na Alemanha exigiu-se a demissão do governo, que degrada o poder de compra dos trabalhadores e pretende alargar a jornada de trabalho; em Espanha afirmou-se um rotundo “Não” à guerra, com as manifestações a decorrerem sob o lema “Direitos, não a trincheira. Salários, habitação e democracia” e incluíram expressões de solidariedade com a luta dos povos.