- Nº 2736 (2026/05/7)
A maioria do Parlamento Europeu (PE) aprovou o relatório intercalar sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia (UE) para o período 2028-2034. Para o PCP, que reagiu à aprovação num comunicado emitido pelo gabinete do seu deputado, o relatório, entre outros gravosos aspectos, «confirma à partida um corte nas verbas destinadas a Portugal».
Pese embora alguns elementos que se poderão considerar positivamente, face à anterior versão apresentadapela Comissão Europeia (CE), as alterações «não contrariam as opções estruturais da proposta inicia, sublinha o PCP, para quem o PE optou por manter, no essencial, o «aprofundamento do neoliberalismo, do militarismo e do federalismo da UE».
A redução significativa do peso relativo dos fundos destinados à coesão, agricultura e pescas e a militarização e escalada armamentista da UE (de 13 para 131 mil milhões de euros) são alguns dos aspectos negativos do QFP. Destaque, ainda, para o crescente financiamento dos grupos económicos (a pretexto da promoção da chamada “competitividade”),a concentração de poderes discricionários na CE e o condicionamento dos pagamentos à concretização das chamadas “reformas” no âmbito do Semestre Europeu.
O PCP apresentou propostas de alteração para concretizar um orçamento ao serviço dos povos e não do militarismo, da guerra, das grandes potências e dos grupos económicos. PS, PSD, IL, CH e CDS contribuíram para as rejeitar.