Metrobus Mondego é pouco fíavel e mais caro
A Direcção da Organização Regional de Coimbra (DORC) do PCP criticou, no dia 7, os vários problemas que têm impedido o devido funcionamento do metrobus Mondego, exigindo medidas concretas e imediatas para sua correcção.
Circulação do metrobus tem sido constantemente interrompida
O auto de consignação assinado entre os responsáveis da Metro Mondego e a empresa Scoplano para a obra no talude da Rogela – que cedeu em Janeiro, durante as tempestades – indica que a circulação do metrobus estará interrompida entre Serpins e Lousã, pelo menos, até Agosto. A empreitada que terá lugar numa extensão de apenas 120 metros custará cerca de 2,5 milhões de euros, com um prazo de execução de 150 dias. A DORC recorda que a obra do metrobus, inaugurada em Dezembro de 2025, custou cerca de 300 milhões de euros e foi alvo de estudos durante 20 anos.
«Este tipo de acontecimentos suscitam dúvidas sobre a execução e fiscalização das obras feitas pela Metro Mondego, assim como com o tipo de contratos assinados com as empresas de construção», observa a direcção regional, que recorda o comboio que circulou, durante 100 anos, no mesmo troço, sem que alguma vez se tenham «registado interrupções de meses perante derrocadas». «As sucessivas interrupções de circulação, que começaram antes das tempestades, remetem para problemas de concepção da operação e sublinham a sua pouca fiabilidade para os utentes», lê-se num comunicado.
Serviço mais caro
Além disto, o serviço tornou-se mais caro e tem vindo a estreitar os critério de acesso aos descontos nos passes. Os utentes com mais de 65 anos deixaram de beneficiar do desconto de 50 por cento, que vigorou durante os anos em que funcionaram os serviços alternativos ao comboio da linha da Lousã.
Mais recentemente foi atribuído um desconto de 33 por cento aos residentes do concelho de Coimbra maiores de 65 anos. «Este desconto não está acessível aos utentes dos concelhos de Miranda do Corvo e da Lousã, o que cria uma desigualdade incompreensível», afirma a DORC.
Medidas concretas
A DORC exige uma maior transparência e informação actualizada e rigorosa aos utentes sobre a execução e a fiscalização das obras no percurso no metrobus; uma rápida reposição da circulação da integridade do percurso; a reposição do desconto de 50 por cento a todos os utentes maiores de 65 anos em todos os concelhos, caminhando para a gratuitidade dos passes para esta faixa etária; e melhorias nos abrigos de paragem do metrobus, no sistema de bilhética, de sinalização e circulação.




