- Nº 2731 (2026/04/2)
Os massivos protestos foram convocados por uma grande diversidade de entidades norte-americanas, reunidas numa plataforma que conta com mais de 400 organizações políticas, sindicais, cívicas ou culturais.
Nesta sua terceira jornada de protestos, este movimento contra a administração Trump e as suas políticas registou mais de três mil iniciativas nos EUA (manifestações e concentrações), conseguindo superar, em termos de participação, as duas mobilizações anteriores – a de Outubro passado, com 2700 eventos e sete milhões de participantes, e a de Junho de 2025, com 2100 acções e cinco milhões de manifestantes.
Os protestos de sábado, 28, condenaram e rejeitaram a deriva autoritária de Trump, condenação e rejeição que ganhou uma maior dimensão após o assassinato de dois cidadãos norte-americanos no Estado do Minnesota às mãos de agentes federais do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE). Sindicatos também se empenharam na mobilização, denunciando a política de ataque aos direitos dos trabalhadores e de favorecimento dos grupos económicos e financeiros. Tiveram ainda forte expressão a rejeição das agressões dos EUA na América Latina e noutros pontos do planeta, incluindo a agressão militar à Venezuela, o agravamento do bloqueio e as ameaças contra Cuba ou a agressão militar conjunta dos EUA-Israel contra o Irão.
Em Nova Iorque, os manifestantes exigiram, entre outras importantes reivindicações, o fim imediato da guerra ilegal contra o Irão, que é objecto de forte indignação social, de um saldo crescente de vítimas e da incerteza dos seus efeitos na economia mundial, provocando o aumento dos preços da energia, dos alimentos e dos serviços básicos.
Outras grandes mobilizações ocorreram em cidades norte-americanas como Washington, Minneapolis, Chicago ou Los Angeles.
De igual modo, no México e em diversas capitais de países da Europa milhares de cidadãos expressaram, em participadas mobilizações populares, a rejeição das políticas dos EUA.
Em Roma, sob o lema «Sem Tiranos», um protesto juntou cerca de 300 mil participantes, que contestaram as políticas da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.