Em defesa da refinaria de Sines

Na sexta-feira, 20, a Comissão Central dos Trabalhadores (CCT) da Petrogal, a FIEQUIMETAL e as Comisiones Obreras organizaram um «dia de defesa da Refinaria de Sines», em cujo programa se incluiu uma iniciativa pública na cidade, procurando alertar para os perigos do negócio que prevê a fusão de activos da GALP e da espanhola Moeve (antiga CEPSA).

Manifestando-se «pelo emprego e pelos direitos, pela soberania energética nacional, por melhores condições de trabalho e vida», as organizações representativas dos trabalhadores acusaram o Governo de fugir às suas responsabilidades.

A federação da CGTP-IN revelou que continua sem resposta às questões levantadas junto dos ministérios da Economia e da Energia e Ambiente, relativamente à salvaguarda do emprego e de todos os direitos e garantias dos trabalhadores das empresas do Grupo Galp Energia.

À margem da iniciativa em Sines, um membro da CCT confirmou que esta situação se mantém, por parte da empresa e do Governo. «Como a administração diz, o Governo já tem toda a informação sobre o negócio, mas a nós, trabalhadores, não dizem absolutamente nada», disse Fábio Pereira à agência Lusa.

«Tínhamos duas refinarias e, por uma decisão política, ficámos só com uma», lembrou Mário Matos, dirigente da FIEQUIMETAL, rejeitando que, por outra decisão que resulta de interesses económicos, o País não fique sem a outra. O Governo, contrapôs, deveria clarificar o papel que a refinaria de Sines vai desempenhar, no presente contexto de transição energética.

Para o presidente da Câmara de Sines, presente na iniciativa, as preocupações prendem-se com os trabalhadores e a economia local, mas igualmente com o facto de esta única refinaria ser «algo absolutamente estratégico para o País». Álvaro Beijinha sublinhou que o Governo «tem mecanismos que podem, eventualmente, impedir este negócio, que pode pôr em causa a soberania energética».

 



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