- Nº 2727 (2026/03/5)
«Falámos com pequenos produtores que perderam tudo. Um mês após as tempestades é preciso que as ajudas cheguem rapidamente e que se decida se há ou não condições para continuar a produzir», afirmou o dirigente. Sobre o Governo, Paulo Raimundo salientou que a sua actuação não pode ficar limitada à criação de novas linhas de crédito: se faz a opção de «dar dinheiro a fundo perdido aos grandes grupos económicos, deve também fazê-lo para recuperar produções nacionais e postos de trabalho».
Ao longo da visita foi possível contactar com expositores que perderam quase tudo em poucas semanas e temem, tal como aconteceu noutros momentos, que os apoios prometidos sejam insuficientes e tardios.
Paulo Raimundo reafirmou ainda a determinação do PCP em confrontar o Governo com a suas opções de favorecimento do grande capital em detrimento da opção que se impõe: responder aos impactos das tempestades e ao conjunto de consequências que estas acarretaram aos pequenos e médios agricultores.
O sector das flores e plantas ornamentais envolve mais de cinco mil postos de trabalho e representa mais de 600 milhões de euros de volume de negócios.