Decidido passar à greve
Para dia 17, Terça-feira de Carnaval, foi convocada greve de 24 horas no Grupo Monte d’Alva Alimentação, que detém a marca Izidoro. De manhã, realiza-se uma concentração junto da fábrica, no Montijo.
Nos objectivos da luta, convocada pelo STIAC no seguimento de reuniões de trabalhadores, constam: reposição dos direitos retirados aos trabalhadores, incluindo a defesa do gozo do feriado de Carnaval; negociação da contratação colectiva para a indústria das carnes, caducado desde 2016, e celebração de um acordo de empresa; aumentos salariais, com um salário mínimo de mil euros, a 1 de Janeiro; negociação do caderno reivindicativo anual; fim dos constantes conflitos laborais na empresa; rejeição do recurso a processos disciplinares como mecanismo de «despedimento a custo zero».
Nas empresas que, em regime de outsourcing (prestação de serviços), garantem o funcionamento de lojas e centros de contacto do Grupo EDP, a Fiequimetal e os seus sindicatos (SIESI, SITE CSRA, SITE Centro-Norte e SITE Norte) convocaram greve para os dias 17 a 20 de Fevereiro. São abrangidas a Manpower, a Randstad, a Synchro e todas as entidades patronais que estão naquela situação.
No pré-aviso destaca-se, entre outros objectivos, o aumento geral de salários, subsídio de refeição e outros direitos, para que sejam equiparados aos praticados nas empresas que recorrem à externalização de operações essenciais para a sua actividade. Os trabalhadores protestam ainda contra a pressão sobre os postos de trabalho (para vendas por objectivos, tempos de atendimento, etc.), contra a precariedade e os despedimentos, por emprego com direito, pela tolerância na véspera de Natal, na véspera de Ano Novo e no dia de Carnaval, pela qualidade de serviço e melhores condições de trabalho.
Para os cuidados de saúde primários da Unidade Local de Saúde do Alto Ave, em Guimarães, o Sindicato dos Médicos do Norte convocou greve ao trabalho suplementar entre 19 de Fevereiro e 30 de Junho.
O sindicato da FNAM explicou, em comunicado, que pretende dar força à luta dos médicos «para travar a banalização do recurso a trabalho extraordinário, como resposta estrutural a falhas de organização e planeamento, em detrimento de soluções negociadas e legalmente enquadradas».
Por outro lado, a greve «visa proteger os utentes e salvaguardar a qualidade e a segurança» do serviço.




