Fevereiro de 1943 – vitória soviética em Stalinegrado

A 2 de Fevereiro de 1943, com a rendição do general alemão Von Paulus, terminava com vitória soviética a batalha de Stalinegrado, a “mãe de todas as batalhas”, a maior batalha da História: iniciada no Verão de 1942, a batalha envolveu mais de dois milhões de soldados de ambos os lados e chegou a travar-se rua a rua, casa a casa. Para a posteridade ficam os actos de abnegação revolucionária de tantos e tantos soviéticos, a mestria militar das altas patentes do Exército Vermelho e a firmeza do Partido Comunista.

A captura de Stalinegrado era fundamental para os invasores nazi-fascistas, tanto pelo seu valor simbólico como sobretudo pela sua posição geográfica. Mas tal como Moscovo e Leninegrado, Stalinegrado resistiu – e venceu (quase um ano e meio antes do famoso Dia D, que abriu – com enorme atraso – a segunda frente de guerra na Europa). Esta vitória, importante em si mesma, representou a viragem da guerra, retirando – com outra vitória soviética, em Kursk – a iniciativa às forças nazi-fascistas. Stalinegrado abriu caminho à libertação da União Soviética, da Europa Oriental e Central e, em última análise, à vitória sobre o nazi-fascismo, consumada pelos próprios soviéticos em Maio de 1945 em Berlim.

Um imenso memorial na actual Volgogrado recorda os heróis. O poeta Pablo Neruda dedicou à cidade heróica não um mas dois Cantos de Amor.