Gestão democrática do SNS é rejeitada

O Parlamento discutiu, no dia 30, um projecto do PCP que propunha um novo modelo de gestão do SNS, democrático, que foi rejeitado por PSD, CDS, CH, PS e IL (com abstenção do JPP).

Paula Santos realçou que, na iniciativa, se propunha o fim das nomeações dos conselhos de administração das unidades de saúde «feitas sem qualquer critério» que não, aparentemente, o da cor partidária dos indicados.

O modelo proposto, pelo contrário, permitia «ter à frente das instituições quem as conhece, quem sabe da área da saúde», com a indicação dos presidentes das administrações por concurso público e a eleição, pelos respectivos profissionais, dos directores clínicos e enfermeiros-directores.

Dois dias antes, a líder parlamentar criticou duramente um projecto do CH que pretendia obrigar o Estado a referenciar utentes para o privado, esgotados os tempos máximos de resposta: «Não querem resolver nenhum problema do SNS, querem somente escancarar as portas aos grupos privados que lucram com a doença. E, para isso, o que é que fazem? Desviam recursos financeiros do SNS».

 



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