Adeus ao realizador João Canijo
De Noite Escura (2004) a Sangue do Meu Sangue (2011), passando por Fátima (2017) e Alentejo Sem Lei (1991), são muitos os filmes e séries que marcam a carreira de João Canijo, que faleceu no passado dia 30, aos 68 anos.
Nascido no Porto em 1957, o cineasta chegou a frequentar o curso de História na Invicta, que abandonou para se dedicar ao cinema. Assistente de realização de nomes sonantes do cinema mundial como Manoel de Oliveira e Wim Wenders, realiza, em 1988, Três Menos Eu, a sua primeira longa-metragem. Segue-se um longo percurso como argumentista, realizador e, inclusive, actor de curtas-metragens.
Conhecido pela intensidade das suas personagens e pelas emoções que imprimia às suas obras, recusava, nas suas palavras, narrativas excessivamente explicadas, deixando os espectadores «criar as suas próprias histórias». Recebeu, em Berlim, o Urso de Prata por Mal Viver (2023).




