Falta de médicos no fim do ano
A contínua degradação da capacidade de resposta do SNS, provocada pela conduta lesiva de sucessivos governos, conheceu novos episódios dramáticos neste início de 2026.
Na região do Algarve, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul denunciou a situação nas urgências de Faro e Portimão. No dia 31 de Dezembro, a urgência de Portimão esteve encerrada, enquanto a urgência externa do Hospital de Faro esteve «fortemente condicionada», sendo garantida por apenas um pediatra e outros três médicos. Esta situação é uma «mancha negra que deveria envergonhar o Governo», aponta o sindicato, em comunicado.
Mais para cima, em Lisboa, também o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) viveu momentos difíceis neste início de ano. Noutro comunicado, o SMZS-FNAM relatou o estado das urgências na noite de 2 para 3 de Janeiro. Com apenas um médico para toda a área ambulatória, assim como uma equipa médica escalada «manifestamente insuficiente para a dimensão da afluência», a situação na Urgência Geral deste hospital representou uma «situação de extrema gravidade que colocou em risco a segurança dos doentes e dos profissionais».
Não deixando de responsabilizar o Conselho de Administração da ULS Amadora-Sintra, que entretanto demitiu a chefe e a subchefe da equipa da Urgência Geral, o sindicato aponta o dedo ao Governo e à Ministra da Saúde que «têm optado por manter as urgências hospitalares sem capacidade de resposta» e falhado na «adopção de medidas eficazes de fixação de médicos no SNS».




