PCP apela à confiança e esperança no Ano Novo
Na mensagem de Ano Novo, o Secretário-Geral do PCP apelou à «confiança e esperança» de quem vive e trabalha no País, incluindo os que emigraram «à procura da vida melhor que Portugal lhes negou».
«Há mês a mais para o salário»
Paulo Raimundo destacou problemas como os baixos salários, as pensões reduzidas e a precariedade, reconhecendo que «há mês a mais para o salário» e que muitos trabalhadores «só com horas extraordinárias e duplo emprego conseguem aguentar a vida». Valorizou igualmente a capacidade de mobilização popular, sublinhando que o povo, a juventude e quem produz a riqueza constituem uma «força imensa», como ficou demonstrado na greve geral e na rejeição do pacote laboral, apontando esse caminho como afirmação de «salários, direitos, dignidade e respeito».
Na mensagem divulgada em www.pcp.pt, o Secretário-Geral do PCP abordou ainda as eleições presidenciais, salientando que o candidato António Filipe defende «trabalho, direitos, desenvolvimento, soberania, vida justa, progresso e paz». «É por isso que lutamos», assegurou, rejeitando a ideia de falta de «capacidade, meios e recursos» no País e considerando que o problema reside «na falta de salários, de reformas, de creches, de lares, de acesso à saúde, de médicos, de professores e de habitação».
Paulo Raimundo concluiu com um apelo à continuidade da luta, afirmando que é «com essa confiança e com essa esperança» que o PCP enfrenta o Ano Novo, contra o «ramerrame» da «precariedade, dos baixos salários, de mais tempo de trabalho e de menos tempo para a vida de cada um e para os seus filhos».
Diferentes realidades
Dias antes, Margarida Botelho, do Secretariado do Comité Central do PCP, reagiu à mensagem de Natal do primeiro-ministro, considerando que nela faltou «a realidade dos baixos salários, do custo de vida que não para de aumentar, e das dificuldades no acesso à saúde e à habitação». A dirigente comunista criticou ainda o Governo PSD/CDS por avançar com «um pacote laboral profundamente rejeitado na sociedade portuguesa», como ficou expresso na grande greve geral de 11 de Dezembro.
Também António Filipe, no âmbito de uma visita ao parque operacional da Câmara Municipal de Sesimbra (ver pag. 4 e 5), afirmou que os portugueses «não precisam de discursos de tipo motivacional», mas sim de políticas públicas que combatam os baixos salários e a desigualdade na distribuição do rendimento.




