1956 – o Granma desembarca em Cuba
A 2 de Dezembro de 1956 o iate Granma, que partira do México, desembarcou nas praias de Cuba: a bordo seguiam Fidel Castro, Raul Castro, Ernesto “Che” Guevara e mais 78 companheiros, que constituíam o embrião do Exército Rebelde que durante mais de dois anos combateria – e derrubaria – a ditadura de Fulgêncio Baptista, suportada pelos EUA. O desembarque foi atribulado, com os revolucionários a sofrerem uma emboscada que reduziu a um quarto o contingente guerrilheiro. Ainda assim, marcou o início da luta armada na Sierra Maestra e o nascimento do Exército Rebelde, que acabaria por assumir uma dimensão extraordinária, recrutando novos membros entre os camponeses, os trabalhadores, os intelectuais e os jovens cubanos.
A embarcação, construída em 1943 e adquirida clandestinamente no México a um cidadão norte-americano, tinha 19 metros de comprimento e apenas cinco de largura, e estava preparada para transportar um máximo de 20 pessoas, incluindo a tripulação. O seu nome deriva de “grandmother”, avó em inglês, vulgarmente abreviado para “grandma” ou “granma”. O navio está actualmente exposto junto ao Museu da Revolução, em Havana, e o jornal do Partido Comunista Cubano foi nomeado em sua homenagem.




