Reivindicados mais 150 euros em 2026 no turismo e na Lusa

Aproximando-se o final do ano, foram aprovadas as reivindicações dos trabalhadores para o próximo ano, destacando-se a exigência de aumentos salariais em 15 por cento, em valores não inferiores a 150 euros.

Os trabalhadores exigem a vida melhor a que têm direito

Ao patronato do sector do turismo no Algarve dirigem-se as reivindicações aprovadas pelo Sindicato da Hotelaria da região, na semana passada, em assembleia geral. As reivindicações a apresentar à administração da agência Lusa foram aprovadas em plenário, também no dia 18.

«Recordes anuais crescentes do turismo contrastam com baixos salários e horários longos e desregulados», destacou o Sindicato da Hotelaria do Algarve, num comunicado de imprensa emitido dia 19. A «grande injustiça que se verifica neste que é o principal sector de actividade da região» significa que «milhares de trabalhadores estão confrontados com a degradação contínua do seu poder de compra e das suas condições de trabalho e de vida, a par de uma cada vez maior apropriação da riqueza pelo patronato e accionistas dos grupos económicos».

O sindicato da FESAHT/CGTP-IN citou previsões sobre os resultados no sector, que apontam para um novo recorde de receitas anuais, e informou que foi decidido «intensificar a luta, por uma justa distribuição da riqueza, por melhores condições de trabalho, pela possibilidade de conciliar a vida profissional com a vida pessoal e familiar, por serviços públicos de qualidade e acessíveis a todos, pela defesa dos direitos e o cumprimento da Constituição».

Como exigências ao patronato e objectivos de luta em 2026, foram aprovados, entre outros: aumento geral dos salários em 15 por cento, com um mínimo de 150 euros, e fixação do salário mínimo em 1050 euros, a partir de 1 de Janeiro de 2026; rejeição da desregulação dos horários de trabalho e redução para 35 horas semanais, sem redução de salário; dois dias de folga seguidos e, pelo menos uma vez por mês, ao fim-de-semana; 25 dias úteis de férias; progressão automática a cada três anos; criação de um regime de até cinco diuturnidades, de 25 euros cada, a vencer a cada três anos.

Na agência Lusa, o Caderno Reivindicativo para 2026 inclui um aumento salarial de 150 euros, a revisão e a subida do valor das diuturnidades, a redução progressiva do horário de trabalho e o aumento do valor do índice 100 (base remuneratória) para 1200 euros. A proposta foi apresentada pelos sindicatos dos Jornalistas, SITE CSRA (da FIEQUIMETAL/CGTP-IN) e Sitese, que ficaram mandatados para encetar negociações com a administração.

Foi também aprovada uma moção, como refere a notícia divulgada pela agência, expressando preocupação com a falta de informação e consulta sobre o plano de reestruturação e o modelo de governação da Lusa, defendendo a necessidade de mecanismos que garantam a independência, designadamente face ao poder político.

 



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