Orçamento da Câmara de Lisboa sem «qualquer visão estratégica»
O PCP considera que o orçamento apresentado no passado dia 17 pela maioria PSD/CDS/IL na Câmara Municipal de Lisboa (CML) confirma uma «gestão errada e sem qualquer visão estratégica para a cidade», dando continuidade às opções seguidas nos últimos quatro anos, razão pela qual anunciou o seu voto contra a proposta.
Depois do que classificou como «ilusionismo orçamental» apresentado pelo vice-presidente, o Partido aponta agora uma «regressão» nas actividades, no investimento, na habitação, na cultura, nos direitos sociais e no desporto, sublinhando que as grandes opções do plano (GOP) para 2026 enunciam genericamente projectos megalómanos e orientados para a promoção da especulação imobiliária, ao mesmo tempo que o orçamento propõe uma redução do investimento global na habitação, bem como no conjunto dos Planos de Actividades Anuais e no Plano de Investimentos. Os cortes atingem ainda áreas sensíveis para a qualificação dos trabalhadores e não poupam os serviços de Protecção Civil.
O Partido votou igualmente contra os planos de actividades e orçamentos das empresas municipais CARRIS, EMEL, SRU e EGEAC, optando pela abstenção no caso da GEBALIS.
Lote 540 no Bairro do Condado
No dia 12 de Dezembro, o vereador do PCP na Câmara de Lisboa, João Ferreira, acompanhado de activistas da CDU, visitou o Lote 540 no Bairro do Condado, em Marvila, onde residem 39 famílias. A visita, a convite da comissão de moradores, centrou-se nos elevadores do prédio, que estão há mais de um mês sem funcionar. O vereador recolheu as preocupações dos moradores e afirmou já ter questionado o presidente da Câmara, Carlos Moedas. O PCP denuncia ainda a falta de limpeza e de manutenção do edifício, alertando para o aumento do sentimento de insegurança.




