Beira Baixa protesta em Lisboa contra mega-centrais solares

Mais de uma centena de pessoas manifestou-se no sábado, em Lisboa, contra a instalação de duas mega-centrais solares na Beira Baixa, alertando para os impactos ambientais, paisagísticos e sociais dos projetos. A marcha teve início na estação de Santa Apolónia e seguiu até à Assembleia da República, passando pelo Terreiro do Paço, onde os manifestantes deram visibilidade à cultura e às tradições da região. A acção contou com a participação – entre muitos outros – de João Ferreira, da Comissão Política do PCP, e de Victor Cavaco, da Comissão Executiva do PEV.

Em causa estão dois grandes projetos fotovoltaicos: a central Sophia, com uma área superior a 1700 hectares, e a central da Beira, com cerca de 675 hectares. Os projetos abrangem os concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova (Sophia) e de Castelo Branco e Idanha-a-Nova (Beira), numa região que inclui áreas sensíveis como o Parque Natural do Tejo Internacional e o geoparque NaturTejo, classificado pela UNESCO.

Entretanto, o PCP questionou o Governo sobre os impactos cumulativos dos projetos fotovoltaicos previstos para aquela região. Numa interpelação aos ministros do Ambiente e Energia e da Agricultura e Pescas, o Partido pede esclarecimentos sobre a salvaguarda de terrenos da Reserva Agrícola Nacional e da Reserva Ecológica Nacional, bem como sobre os efeitos na biodiversidade e na soberania produtiva, denunciando uma «colonização do território nacional» por interesses alheios às populações.

 



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