- Nº 2716 (2025/12/18)
No sector dos transportes, tal como destacou a FECTRANS em nota de dia 11, a greve fez paralisar incontáveis empresas por todo o País. Referindo algumas das empresas que registaram 90 por cento ou mais de adesão, contam-se a CP, IP, Transtejo, SMTUC, Horários do Funchal e Rodoviária do Alentejo (em Beja e Odemira).
A federação informa, ainda, que se registaram importantes adesões na Rangel (100 por cento no turno das 0h00) e nos portos do continente, cuja participação de trabalhadores ronda os 90 por cento.
Na estação da Carris na Musgueira, a FECTRANS denuncia uma atitude claramente negativa da parte da polícia, que interveio para impedir a acção do piquete de greve para possibilitar a saída de autocarros com os trabalhadores “requisitados” para assegurar serviços mínimos, mesmo contra a sua vontade.
…e de voar!
No sector da aviação, a greve, que contou com uma expressiva adesão, resultou em claros efeitos ao longo do dia 11, com o cancelamento de cerca de 400 voos, sendo realizados apenas os serviços mínimos, com excepção de duas companhias low cost.
Em comunicado conjunto de dia 12, quatro sindicatos do sector, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos, confirmaram que «os trabalhadores da aviação civil deram uma lição de democracia ao Governo».