Um Presidente ao serviço de quem trabalha

Dois dias após a grande greve geral de dia 11, centenas de representantes de ORT almoçaram nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira, num importante momento de apoio à candidatura de António Filipe. Este momento contou com a participação de Tiago Oliveira e Paulo Raimundo.

«Sou independente dos interesses dos grupos económicos»


O clima vivido na sala dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira, no passado sábado, foi um misto entre a euforia decorrente da realização de uma grande greve geral e a firmeza que impera num momento em que é urgente continuar a dar combate ao pacote laboral. Como foi afirmado nas ruas, os trabalhadores não vão desistir até o pacote cair. Foram muitos aqueles que, marcando presença neste almoço, tinham estado dias antes nos piquetes de greve a garantir o sucesso deste grandiosa luta.

Para o sucesso da greve geral, em muito contribuíram os jovens deste País que, «muitos deles pela primeira vez», «participaram com coragem nos piquetes» e «convenceram os colegas e amigos a aderir à greve». Estes jovens sabem que «o pacote é para cair por completo» e dão o seu apoio a António Filipe, pois sabem que é o «candidato com que podem contar» nesta batalha, como afirmou Maria João Falcão na apresentação do momento político.

«Estas eleições não acontecem num momento qualquer», acredita Tiago Oliveira, caracterizando a «tentativa de assalto aos direitos dos trabalhadores» que está em curso. A resposta a esta afronta foi categórica, «mais de três milhões de trabalhadores», «do sector privado e do público», «com vínculo efectivo e precário», fizeram greve. Lutam e lutaram pois sabem o que está em causa, jovens e trabalhadores com carreiras longas que, «com coragem e determinação», «trouxeram para a rua os seus problemas» e construíram «uma das maiores greves gerais que já aconteceram no nosso País».

O País necessita de um Presidente que «olhe para o mundo do trabalho e se reveja nos direitos e interesses dos trabalhadores» e o «António Filipe é a garantia» desse «posicionamento claro ao lado dos trabalhadores».

Paulo Raimundo, intervindo de seguida, saudou todos os que ajudaram a construir «uma greve geral histórica», «uma imensa jornada de rejeição do pacote laboral». A realidade desmente o Governo, que procura desvalorizar a greve. Por mais que os defensores do patronato tentem «multiplicar a sua demagogia», os trabalhadores recusaram abertamente o caminho escolhido pelo Governo de atacar os direitos e aumentar a exploração. «A realidade impôs-se pela luta dos trabalhadores, pela sua mobilização e organização.»

Tal como a Constituição, António Filipe «não é neutro entre o capital e o trabalho», afirmou o Secretário-Geral do PCP. É o «candidato daqueles que todos os dias produzem a riqueza», o candidato do artigo 80, que «afirma a subordinação do poder económico ao poder político».

Junto de quem cria a riqueza
«O cargo de Presidente da República é um cargo independente. Eu quero afirmar, desde logo,

que sou independente dos interesses dos grupos económicos. Disso sou completamente independente.» Assim se apresentou António Filipe, orgulhoso por «poder contar com tantos representantes dos trabalhadores, dirigentes e activistas sindicais e membros de comissões de trabalhadores». O candidato fez ainda uma referência aos muitos trabalhadores que «devido à chantagem e à repressão patronal» estavam «hesitantes» quanto à greve. Foram muitos dos presentes que os convenceram que o «lugar certo de quem trabalha, no dia 11, era ao lado dos trabalhadores», «era aderir à greve geral».

Esta candidatura é de todos aqueles que afirmam que, para cumprir a Constituição, é «preciso que à frente dos órgãos de soberania esteja alguém identificado com os direitos dos trabalhadores».

António Filipe não é «independente quando se trata de defender os direitos dos trabalhadores», é o candidato que afirma a importância da parte económica e social da Constituição, sistematicamente «negadas pelas políticas públicas e pelos governos».

 



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