Constrói-se a campanha em Castelo Branco

O passado dia 5, sexta-feira, foi dedicado ao distrito de Castelo Branco. Passando pelos concelhos do Fundão, de Castelo Branco e da Covilhã, ouviram-se os problemas sentidos pelos trabalhadores e gentes deste distrito da Beira Baixa.

Um Presidente ao lado de quem luta

Por volta do meio-dia de sexta-feira, iniciava-se mais um produtivo dia de campanha para a candidatura presidencial de António Filipe. Na primeira visita do dia, a opção recaiu sobre o contacto junto das pessoas que compõem a rádio Cova da Beira, uma estação local e cooperativa. Erguendo orgulhosamente o lema «entre a Beira e o Mundo», esta estação emite os seus programas desde meados dos anos oitenta, a partir do Fundão. Antes de realizar uma entrevista para esta rádio, o candidato inteirou-se daqueles que são os principais desafios desta emissora local que, tal como centenas de outras espalhadas pelo País, desenvolve um importante trabalho no âmbito regional, no plano da cultura e da informação. No entanto, necessita de mais apoio para continuar a cumprir os seus propósitos.

Já da parte da tarde, contactou-se com os trabalhadores da APTIV, no concelho de Castelo-Branco. Esta acção contou com a participação de mais de uma dezena de apoiantes e foi marcada pela boa recepção por parte dos trabalhadores à presença de António Filipe. Esta empresa de produção de cabos eléctricos para automóveis é uma das grandes do concelho e da região, empregando centenas de pessoas. Por volta das dezasseis horas, à chegada de um autocarro cheio de trabalhadores que se preparavam para render os seus colegas no turno seguinte, era visível, na área envolvente, a incontornável presença da greve geral, em cartazes e outros elementos de propaganda, luta a que os trabalhadores desta empresa certamente não irão faltar.

O dia terminou com uma sessão pública, desta vez no concelho da Covilhã, no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior. Mesmo antes de Casimiro Santos, professor reformado e mandatário distrital de Castelo-Branco, iniciar a apresentação da sessão, já a sala preenchida por mais de 70 apoiantes se entusiasmava com as palavras-de-ordem lançadas pela juventude, que clamava «António a Presidente, é preciso e é urgente»!

A primeira intervenção coube à estudante Maria Rita Pacheco, membro da associação de estudantes da Escola Secundária do Fundão. A jovem afirmou que, mesmo não tendo vivido em primeira mão a Revolução de Abril, encontra nos seus valores a solução para o cumprimento das suas aspirações e dos colegas com que convive, afirmando ainda que esta é a única candidatura capaz de os defender. Alice Martins, operária têxtil, dirigente sindical e mandatária do concelho da Covilhã, transmitiu aquelas que são as dificuldades por que passam os trabalhadores do concelho, assim como a luta que têm vindo a desenvolver. Deu o exemplo da fábrica onde trabalha, onde os trabalhadores, por unanimidade, decidiram aderir à greve geral, dando mais força a esta urgente luta.

Intervindo de seguida, António Filipe focou-se nos temas da saúde e do trabalho, denunciando o desvio de recursos públicos para o negócio privado da doença, assim como o pacote laboral apresentado pelo Governo, com o qual procura alterar o Código do Trabalho de 2003, já em si, muito lesivo para os interesses de quem trabalha. Abordou ainda o tema da regionalização, afirmando a sua importância e actualidade, num País onde o Interior é cada vez mais esquecido. Acusou as políticas dos sucessivos governos que encerram serviços públicos e contribuem para um abandono cada vez mais intenso de certas zonas do País.

 



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