Sumol Compal voltou a parar
Os trabalhadores da fábrica da Sumol Compal em Almeirim voltaram a fazer greve, no dia 12, quarta-feira, para exigirem aumentos salariais, valorização das categorias profissionais, aumento dos subsídios de refeição e de turno e negociação do contrato colectivo de trabalho (que não é revisto desde 2009).
É exigida resposta da administração ao caderno reivindicativo para 2026. Foi também manifestada preocupação perante as ameaças contidas no pacote laboral, admitindo-se que um próximo dia de luta seja 11 de Dezembro, na greve geral.
A luta foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Setores Alimentar, Bebidas, Agricultura, Pesca e Serviços Relacionados (STIAC), que promoveu também, de manhã, uma concentração no exterior daquela unidade industrial, uma das mais importantes da Sumol Compal.
Esta é «a maior empresa do sector das águas minerais e refrigerantes» e «tem o dever de exigir à associação patronal a negociação do contrato colectivo», explicou um dirigente sindical. Citado pela agência Lusa, Marcos Rebocho estimou a adesão à greve em 70 por cento, na manhã, adiantando que foram contactados trabalhadores para prestarem trabalho suplementar, «o que mostra que a produção foi afectada».
A Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP emitiu uma nota de imprensa, reafirmando a «solidariedade activa» do Partido para com esta luta. Diogo d’Ávila, do Comité Central, esteve com os trabalhadores, na concentração junto à rotunda da Avenida D. João I.




